Doe cabelo, ele cresce!


Capa da fan page de Rapunzel Solidária

Capa da fan page de Rapunzel Solidária

Como estamos no Outubro Rosa, escolhi falar sobre o case de engajamento pelas redes sociais – 100% Orgânico – da Rapunzel Solidária, uma ONG que transforma cabelos doados em perucas para pessoas em tratamento do câncer. As doações de cabelos vêm de todos os lugares do Brasil e do mundo e são transformados, por profissionais parceiros, em perucas que elevam a auto-estima de crianças, jovens e mulheres.

Em março de 2013, Elizabeth Lomaski, fundadora da ONG, passou por um grande susto. Entrou para as estimativas do câncer de mama, mas também para o índice de pessoas curadas. E, para agradecer o presente recebido – sua vida – começou a pedir doações de cabelo pelos seus perfis nas mídias sociais. Sua ideia era de contratar alguém para fazer perucas com esses cabelos e doar para quem precisa. Logo nos primeiros dias recebeu de uma amiga um rabo de cavalo enorme. E assim, nasceu a ideia da Rapunzel Solidária, uma instituição que usaria o poder das mídias sociais para transformar vidas.

Este ano, a Rapunzel Solidária já recebeu mais de 10 mil doações de cabelos. Sua produção de perucas é de 21 unidades por mês. Desde março de 2014 até agosto de 2016, foram doadas pela ONG 637 perucas. Muitas delas retomam sua função social, pois são transmitidas de paciente para paciente. Ou seja, quem é beneficiado acaba virando doador.

O primeiro passo foi criar a fan page em janeiro de 2014. Mesmo com uma capa de chorar, em menos de um mês já eram quase 3 mil seguidores; sem comprar uma mídia se quer, sem impulsionar um post. No mês passado, o número de fãs ultrapassou a marca dos 100k. Atualmente, a Rapunzel Solidária está também no YouTube e no Instagram e estuda entrar no Google+ e no Pinterest.

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Qual o segredo?

Elenco aqui os 5 fatores principais que, na minha opinião, fazem da Rapunzel Solidária um excelente exemplo de SMO.

 

1. História autêntica, personagem real

Logo no início, em janeiro de 2014, amigos, familiares e amigos dos amigos se encantaram e se comoveram com a história da Beth e de sua irmã e compartilharam a fan page em suas páginas e perfis. Essa estratégia alcançou de cara 5 mil seguidores.

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2. Reconhecimento aos participantes

Desde sua criação, a fan page se preocupa em postar listagem com os nomes das participantes e as fotos das doadoras de cabelos com suas madeixas cortadas. A timeline também é desbloqueada para cada um postar a sua foto. Afinal, todo mundo quer fazer o bem e contar para todo mundo que fez!

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3. Facilidade de adesão e participação

A facilidade de participação atrai muita gente e estimula a viralização. Um vai marcando o outro e pronto. Periodicamente, a fan page divulga o passo a passo da doação (como cortar, como armazenar e como enviar) e reforça: cabelo cresce, doe.

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4. Resultados e histórias compartilhados

A ONG produz vídeos, colhe depoimentos, fotografa a doação de perucas, mostra os números de participantes e perucas fabricadas e doadas. Além de conferir credibilidade, segue direitinho o conselho de Philip Kotler em seu Marketing 3.0: “sejam uma empresa que as pessoas amem”.

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5. Sabem fazer a lição de casa em Marketing e SMO

Com uma equipe 100% composta por voluntários, a Rapunzel Solidária coloca em prática atividades de marketing 360o. Trabalha sua presença digital com consistência e coerência, otimizando ao máximo o poder das próprias mídias. Destaque para o Facebook, com bom uso dos recursos de marcação, álbuns, grupos, eventos, etc. A relevância digital confere à ONG a segunda posição em menção orgânica na busca por “doacao de cabelos”, tanto no Google como no Yahoo.

A ONG promove seus próprios eventos em hotéis, empresas e hospitais, e participa de seminários e eventos sobre o câncer, a saúde, as mulheres e até de mídias sociais – conheci a Beth no Social Media Week SP –, disseminando assim a sua causa.

Tem presença espontânea em mídia e sabe bem explorar isso a seu favor. Ah, sem falar que envolve em suas estratégias todos os ciclos de vida do cabelo – quem doa (eu, você e qualquer pessoa), quem trata (salões de beleza), quem vende produtos capilares (marcas cosméticas) e quem usa (pacientes que recebem as perucas). Vale a pena observar e aprender!

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É isso aí gente! Compartilhem o case e aproveitem para participar. Até a próxima!

 

Links úteis

Fan Page Rapunzel Solidária

https://www.facebook.com/rapunzelsolidaria/?fref=ts

Busca Rapunzel Solidária no Facebook

https://www.facebook.com/search/top/?q=Rapunzel%20Solid%C3%A1ria

Busca “doacao de cabelos” – Google e Yahoo

https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=doacao+de+cabelo

https://br.search.yahoo.com/search?p=doacao+de+cabelo&fr=yfp-t-707

Estatísticas atuais sobre o câncer no Brasil – INCA

http://www.inca.gov.br/bvscontrolecancer/publicacoes/edicao/Estimativa_2016.pdf

 

 

 

 

De peito aberto contra o câncer de mama


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Tudo começou com um toque. Era março de 2010 quando, deitada em sua cama, Gisele Lozovoi Cifarelli resolveu tocar os próprios seios. A ação nada tinha de diferente. Fazer o autoexame das mamas já era uma rotina da qual estava acostumada.

Tocou os seios uma, duas, três vezes. Sentiu um nódulo. Tocou mais uma vez para se certificar de que não havia se enganado. Sim, era mesmo um nódulo. Assustada, correu para marcar uma consulta de emergência com sua ginecologista de confiança.

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Após alguns exames, veio a notícia: estava com um tumor no seio direito. “Perdi o chão”, diz. Mãe da Giovana, com oito anos na época, e recém divorciada, Gisele contou com a ajuda de amigos, da sogra e da sobrinha adolescente Bárbara. “Tenho certeza de que não conseguiria sem o apoio dessas pessoas maravilhosas, especialmente da minha querida sobrinha, que perdeu o ano letivo para cuidar de mim”, fala, emocionada.

O tratamento não foi fácil e durou cerca de cinco anos. Ela precisou fazer quimioterapia e remover o seio, mas jamais deixou-se abater: “Costumo dizer que nós, mulheres, somos mais que uma mama, um cabelo. Na hora, a vaidade fica em último plano. O importante é sobreviver”.

Hoje, totalmente curada do câncer e com a mama reconstruída, Gisele agradece aos médicos, a Deus e ao projeto De Peito Aberto, da jornalista Vera Golik e do fotógrafo Hugo Lenzi, que foram fundamentais durante seu tratamento. E principalmente àquele primeiro toque.

Um projeto de peito


Humanizar. Este verbo resume perfeitamente o objetivo do projeto sociocultural De Peito Aberto. Ele engloba exposições fotográficas, palestras interativas e livros que buscam retratar mulheres que enfrentam ou já enfrentaram o câncer de mama.

A intenção, segundo Vera e Hugo, é sensibilizar. É um projeto único no mundo tanto pela abordagem artística e humanística da relação de pacientes e familiares com a doença quanto pelo apoio oferecido a elas durante o tratamento.

De Peito Aberto começou em 2000, depois que pessoas próximas aos idealizadores tiveram diagnóstico positivo para o câncer. Foi a partir daí que ambos decidiram transformar a experiência pessoal em algo ativo para sensibilizar e ajudar outras pessoas. “Foi o caminho para mostrar, através da arte, uma proposta de enfrentamento da doença e humanização das relações entre os profissionais de saúde, as portadoras da doença, seus familiares e cuidadores”, explica Vera.

Prevenir ainda é a melhor solução


Pode até soar clichê, mas no caso da prevenção do câncer de mama (e de outros tipos também) prevenir é sempre o melhor caminho. Assim como ajudou Gisele a diagnosticar a doença, o autoexame – bem como mamografias periódicas – ainda é uma das formas mais simples de descobrir a doença precocemente.

É por meio dele que as mulheres costumam encontrar a presença de um nódulo endurecido na mama.

#OutubroRosaDaCadaris


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Uns com capricho na estética. Outros no conceito. E todo mundo se divertiu no selfie: colocando texto, agregando elementos e fazendo montagens. A grande vencedora é a VIDA. Quem sabe a gente não alertou alguém a fazer o exame clínico das mamas que vinha sendo negligenciado?

Os funcionários da Agência Cadaris participaram do concurso interno #OutubroRosaDaCadaris . A proposta foi publicar uma selfie com esta hashtag para alertar as mulheres da nossa rede de amigos sobre a importância da prevenção no combate ao câncer de mama.

O concurso teve como julgadores grandes referências desta causa: a jornalista Vera Golik e o fotógrafo Hugo Lenzi, autores do projeto De Peito Aberto, que retrata a autoestima da mulher com câncer de mama por uma abordagem humanista. Para nós, foi uma grande honra ter a sua participação na nossa iniciativa.

Segundo Vera e Hugo, a melhor foto foi a da Maris Harada.

“A FOTO ESCOLHIDA foi a nº 05 (cinco), a qual apelidamos de MOSAICO. A escolhemos pela CRIATIVIDADE com que abordou o tema, unindo as várias campanhas que existem em prol da mesma causa, pela diagramação MODERNA, que causa IMPACTO e MOBILIZA quem vê, e pela INFORMAÇÃO clara, que enfatiza a importância do autoexame (SE TOCA), e estimula o COMPARTILHAR, para que a mensagem se espalhe ao máximo e mais vidas sejam salvas. Parabéns à idealizadora que aparece no centro da composição, no Selfie, atendendo o que foi proposto pelo concurso. Parabéns à CADARIS pela iniciativa”.

Confira as demais fotos participantes.

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Congelar óvulos é a solução?


Crédito: Shutterstock | Modificada por Agência Cadaris

Crédito: Shutterstock | Modificado por Agência Cadaris

Na semana passada, o Olhar Digital publicou uma reportagem sobre um novo benefício do Facebook para atrair as mulheres ao mercado de tecnologia: o congelamento de óvulos.  A mesma estratégia será implementada pela Apple a partir de janeiro de 2015. O investimento é limitado a US$ 20 mil por pessoa. Esse serviço custa em média US$ 10 mil por coleta e anualidade de US$ 500 para armazenamento.

A atitude foi bem recebida por especialistas americanos.  Segundo eles, é niveladora porque tira das mulheres sua preocupação com o relógio biológico, permitindo que elas dediquem seus anos mais saudáveis às empresas sem perderem o timing da gravidez.

Eu confesso que a primeira coisa que me veio à mente foi: Não seria mais fácil começar pelo nivelamento de salários e oportunidades de ascensão? Ou então, permitir um sistema parecido com o da Inglaterra de licença maternidade estendida, home office ou carga diária de 6 horas?

Como mãe de dois meninos, eu tenho muita tranquilidade em afirmar que a questão biológica não se restringe à produção de óvulos. Quero ver uma mulher na casa dos 50 anos encarar a gravidez e o parto com tranquilidade. E mais: com 55 anos correr atrás do rebento, com 65 anos gerenciar a crise da adolescência, etc. Tudo isso, conciliado, é claro com a vida profissional. Ou a ideia é congelar os óvulos e parar de trabalhar quando for usá-los?

Vale a reflexão…

 

Outubro Rosa

Já que estamos falando de mulheres, aproveito este espaço para lembrar sobre a importância na prevenção do câncer de mama. No meu círculo de amizade, vi duas mulheres próximas sucumbirem à doença. Em ambos os casos, a vilã foi a desinformação. Então seguem aqui alguns dados e links para serem divulgados e compartilhados.

O câncer de mama… 

… é o segundo tipo de câncer mais comum no mundo e o primeiro entre as mulheres.

… pode ser diagnosticado em 1 a cada 8 mulheres.

… registra taxa de sobrevida de 50% no Brasil, bem abaixo da média mundial de 61%. Nos EUA, esse índice é de 89%.

… quando detectado cedo tem 98% de taxa de sobrevivência. Em estágio avançado, 27%.

Fontes: INCA, Ministério da Saúde, Drauzio Varela, entre outros. Dados extraídos de infográfico.

Formas de detecção precoce (fonte: INCA)

- Passar periodicamente por exame clínico das mamas (realizado por médico ou enfermeiro).

- Realizar a mamografia como exame adicional ao clínico.

- Fazer o autoexame das mamas com frequência e buscar o serviço de saúde em caso de dúvidas ou detecção de anormalidades.

 

Links úteis

Ministério da Saúde

Instituto Nacional de Câncer

 

 

Por que nos vestimos de rosa?


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O Outubro é Rosa.

É rosa na cor e na flor.

Na feminilidade e em sua complexidade.

 

Empresas e marcas se vestem de rosa.

Rosa para engajar as pessoas.

Rosa para chamar a atenção.

Rosa para homenagear quem luta contra o câncer.

 

Por que nos vestimos de rosa?

Porque acreditamos no poder da informação

no combate ao câncer de mama.

 

Agência Cadaris

E eu com o Outubro Rosa?


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Todo mundo fala em #OutubroRosa, mas, na prática, o que você tem a ver com isso? Tudo a ver! Se você é do sexo feminino deve prestar atenção nas informações e prevenir-se. Cada vez mais mulheres jovens são vítimas do câncer de mama. Além disso, deve compartilhar esta preocupação com todas as mulheres do seu convívio. É neste quesito que entram os homens. Aborde o assunto com mães, vizinhas e amigas. Há muitos relatos de pessoas com alta escolaridade que descobrem o câncer em estágio avançado e, muitas vezes, não conseguem vencer a doença.

Para engajar-se no Outubro Rosa, siga os três passos a seguir:

 

1. Informe-se

De acordo com o Inca – Instituto Nacional do Câncer -, o câncer da mama é o que mais acomete as mulheres em todo o mundo. Em 2013, são esperados 52.680 casos novos da doença no Brasil, com risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres.

 

2. Mulheres: façam os exames regularmente

O diagnóstico precoce é a melhor forma de combater a doença. Mulheres de 40 a 49 anos devem fazer anualmente o exame clínico das mamas, garantido nas Unidades Básicas de Saúde. Caso seja identificada alguma alteração suspeita, o profissional pedirá uma mamografia para confirmação diagnóstica. Já de 50 a 69 anos é recomendada a realização de mamografias de rastreamento, a cada dois anos. Mulheres com risco aumentado de desenvolver câncer de mama (as que têm mãe ou irmã com câncer de mama antes dos 50 anos; história familiar de câncer de mama bilateral, câncer de ovário ou câncer de mama masculino) devem iniciar o acompanhamento aos 35 anos.

A principal estratégia do Ministério da Saúde (MS) para o diagnóstico precoce é a mamografia. Por isso, foi instituído neste ano o Programa Nacional de Qualidade em Mamografia (PNQM), que visa a melhorar a qualidade dos 3,5 milhões de exames realizados anualmente. O programa tem caráter obrigatório para os mais de quatro mil serviços de mamografia em operação no País.

Outra estratégia importante para combater o câncer de mama é o Autoexame das Mamas. Confira na imagem abaixo do portal pop.com.br como realizá-lo.

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3. Engaje-se

Divulgue essas informações para o maior número possível de pessoas. Tem um aplicativo bacana no Facebook que permite agregar a campanha do Outubro Rosa do Ministério da Saúde ao seu perfil social. Confira.

 

Informações adicionais

INCA: Vídeo Bonito é cuidar de você

INCA: Folheto de Prevenção

Ministério da Saúde: Perguntas e Respostas Câncer de Mama

Outubro Rosa: INCA

INCA: câncer de mama