Leia com atenção e pense antes de começar


Quantos e-mails recebemos por dia?

De clientes, líderes, colegas, fornecedores.

A respeito de briefings, correções, emendas, refações, aprovações, orientações, reuniões etc.

Fora o que chega por outros meios, de mensagens de celulares a solicitações pessoais ou por telefone.

Ainda que tenhamos muita coisa pra resolver e pouco tempo, é preciso “ler” com atenção antes de “sair fazendo”.

ler-entenderEsta aí uma das sacadas mais importantes: entendermos, e não ter tanta pressa para começar o trabalho. Esse é uma forma de sermos mais produtivos, organizados e felizes.

Veja o que acontece muito em rede social. Fulano curte ou comenta um post sem mesmo ler o material completo, muitas vezes só pelo título ou chamada já tece uma opinião. Às vezes, acontece de uma pessoa falar mal sem ao menos ler a matéria à qual o link leva. Daí, ela interpreta a informação de forma rasa, devido à análise incompleta que fez, e é capaz de ir contra a algo ou alguém que na verdade a favorecia.

Esse é um aprendizado pra usar sempre. #DicaDaRedação

Por Rodrigo Rezende

Você sabe o que é lead?


Se todo projeto bom começa com um bom briefing, podemos dizer também que quase todo texto e quase todo relacionamento (com clientes ou consumidores) começa com um bom lead!

post-leadLead é uma palavra inglesa que tem vários significados. Entre eles, como verbo, significa ‘guiar’ ou ’conduzir’, e é exatamente o que ele faz, tanto no jornalismo quanto no marketing.

Em jornalismo, o lead é o primeiro parágrafo da matéria, que tem uma espécie de resumo da história ou notícia. Ele ‘guia’ a leitura e responde a perguntas essenciais: Quem? O quê? Como? Quando? Onde? Por quê?

Quem o escreve deve incluir a informação principal, incluindo dados que respondam a essas perguntas, ou pelo menos parte delas, sobre o fato apresentado.

Já em marketing, o resumo de informações é referente ao cliente. Ele deve reunir o essencial sobre a pessoa ou a empresa que se está criando o relacionamento, como nome, cargo, telefones e email, ramo de atividade, endereço, horário para contato, principal interesse ou necessidade, etc. Ele guia o relacionamento e, sobretudo, o primeiro contato.

Em CRM (gestão de relacionamento com clientes), usa-se o termo especialmente para prospects, ou contatos potenciais. É aquele cara com quem você ainda não está familiarizado, mas pode se aproximar até ‘convertê-lo em conta’, ou seja, num cliente efetivamente com relacionamento mais próximo.

Há várias estratégias de lead, ainda mais no planeta agência, onde trabalhamos com toda essa linguagem. Seja em repostagem (jornal, revista e materiais corporativos) quanto em marketing.

Quer conhecer essas estratégias? Mande uma mensagem pra gente! Topamos um café, um almoço ou até mesmo fazer uma palestra ou treinamento na sua empresa para contar mais sobre isso! (;

Compartilhar faz um bem…


IMG_1546Hoje, tive uma imensa felicidade. Me deram a oportunidade de transmitir o que aprendi nos últimos 20 anos com um dos jobs do meu coração a quem está chegando agora para tocar com a Cadaris esse barco. Ontem à noite, terminei de revisar o material em casa e uma infinidade de histórias me veio à lembrança, pessoas muito queridas, situações desafiadoras e coisas que me fizeram gargalhar. Como eu disse para as meninas: “Que vocês tenham nesta área todas as oportunidades de crescimento e desenvolvimento que eu encontrei”.

Da esq. para dir.: Natália e Nycole com a veterana Ana

Da esq. para dir.: Natália e Nycole com a veterana Ana

Chega de lenga lenga e vamos ao que interessa!

Preparamos um material aqui para este treinamento de jornalismo empresarial on-line, com conceitos básicos de presença digital e técnicas de jornalismo empresarial. Compartilho aqui uma parte deste material para quem tiver interesse. Valeu!

http://pt.slideshare.net/marisharada/treinamento-de-jornalismo-empresarial-online

 

Jornalismo explicativo e o portal de informações Nexo


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Em tempos de crise… mas, desta vez, no jornalismo, quem busca por informação de qualidade diariamente se sente um tanto órfão. Nós sabemos que o bom e velho jornalismo anda por aí, em algum lugar, mas é preciso que ele se reinvente para encarar o Brasil (e o mundo!) do século 21. Não pretendo entrar aqui neste mérito, isso é assunto para mesa de bar. Mas o que quero dizer é que, em meio à crise, textos mal escritos e mal apurados, ainda há esperança para quem quer estar bem informado. Quem já conhece o Nexo, portal de informação, sabe do que estou dizendo e tem um belo exemplo disso.

Na busca por mudanças, poucos meios de comunicação têm encontrado um caminho certeiro. Infelizmente, abrimos os portais e (para quem ainda gosta do papel) os jornais de todas as manhãs e nos deparamos, muitas vezes, com informações rasas. Quantas e quantas vezes li uma notícia e acreditei estar bem informada quando, na verdade, eu não entendi o que estava escrito ali simplesmente porque aquilo não havia sido escrito para eu entender, e talvez até o repórter não sabia do que estava falando. Isso tem acontecido com maior frequência agora, na cobertura jornalística da crise política que vive o País. São tantos termos técnicos, tanta gente envolvida, tantos cargos, processos e burocracia que é praticamente impossível que um cidadão comum consiga absorver aquilo tudo de verdade. Aí é que entra o Nexo, que pratica o jornalismo explicativo, sem perder o timing das notícias.

Este tipo de trabalho esmiúça a notícia para o leitor. Vai além de dizer “olha, o Cunha aceitou o pedido de impeachment da presidente Dilma”. O jornalismo explicativo irá dizer também o porquê ele fez isso, baseado em quais leis, próximos passos e consequências, vantagens e desvantagens. Esse tipo de conteúdo evita, inclusive, que a gente saia por aí replicando informações sem saber do que estamos falando de verdade, além de contribuir com dados que certamente enriquecerão os debates. Acredito que num país onde os ânimos andam tão alterados é importante dar a opção de um conteúdo que acalme, e não que inflame.

Tenho acompanhado o trabalho feito pelo Nexo há algum tempo e sempre me surpreendo com a qualidade do trabalho entregue para mim todas as manhãs na newsletter do portal. Vale a pena conhecer. Além de explicar e informar sobre os fatos mais importantes no Brasil e no mundo, tem conteúdo de todo tipo e para todos os gostos. Texto, vídeo, podcasts, matérias interativas e reportagens especiais. Se o jornalismo está buscando se reinventar, está aí um bom começo.

Para quem quiser conhecer, é só acessar nexojornal.com.br. Fica a dica!

Título: cartão de visita do seu texto


TITULO

Quais os motivos para que o título do seu texto seja tão importante? Eu diria que são muitos. Sem um bom título, muitas vezes, pode não haver leitores. Podemos dizer que ele será o responsável pelas pessoas decidirem ler ou não seu texto, já que ele tem como função despertar a curiosidade do seu leitor. Sendo assim, o título é o “cartão de visita” do seu texto. Seu texto pode perder o valor se não vier acompanhado de um título chamativo que, logo de início, apresente minimamente seu conteúdo.

É por meio do título que estabelecemos um primeiro contato com o nosso leitor, se houver falhas neste início, o leitor pode decidir se vai ler ou não o restante do conteúdo.

Apesar de sabermos a importância que um título carrega, muitas vezes, colocar a ideia em prática é uma missão difícil. Sendo assim, separamos algumas dicas para lhe ajudar na criação de bons títulos:

  • A técnica AIDA

- Atenção: capture com as palavras certas a atenção de seu leitor. Ideias como: “saiba agora”, “não perca tempo”, “descubra” são ótimas para que o leitor saiba de imediato que aquele assunto o interessará.

- Interesse: coloque o principal benefício que seu público terá em ler o seu artigo. “Melhore sua vida”, “Aumente seu conhecimento”, “Ganhe dinheiro” são alguns deles.

- Desejo: aqui a ideia é despertar o desejo através da combinação dos benefícios com senso de urgência: “Melhore sua vida imediatamente”, “Aumente seu conhecimento em poucas horas”, etc.

- Ação: convide o leitor a ler, curtir e compartilhar o conhecimento. Inclua algo como: “Clique aqui e descubra”.

  • Seja diferente

Não tenha medo de ousar. Muitas vezes um título “estranho” pode chamar ainda mais atenção.

  • Listas

Listas e números nos títulos ganham a preferência de qualquer público. “10 motivos”, “7 Dicas”, “3 passos” tem muito mais audiência e desperta mais curiosidade.

  • Utilize palavras-chave

Se houver a possibilidade de incluir também no título palavras-chave de seu texto, é uma forma inteligente e diferente de chamar atenção. Além disso, é uma boa técnica de SEO.

Depois dessas dicas, capriche nos títulos de modo que ele seja curto, específico e claro, chamando a atenção de seus leitores.

Fonte: Vitamina Publicitária

O que veio antes de Spotlight


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Depois que Leonardo DiCaprio finalmente conquistou seu primeiro Oscar de Melhor Ator (ufa!), o prêmio mais aguardado da noite ficou com o longa-metragem Spotlight: Segredos Revelados, dirigido por Tom McCarthy.

A estatueta de Melhor Filme consagrou o drama que conta a história real de jornalistas do The Boston Globe, dos Estados Unidos, que investigaram um escândalo de abusos sexuais infantis cometidos pela Igreja Católica local. O filme mostra o trabalho dos repórteres que levaram à tona o escândalo que chocou a sociedade e colocou a Igreja na mira de outras investigações.

Para quem gostou do estilo do filme, o cinema mundial tem uma boa reserva de longas-metragens que contam histórias fictícias e reais do jornalismo. E não precisa ser jornalista pra gostar, não! Basta gostar de assistir a boas histórias.

Veja abaixo alguns títulos para incluir na sua lista:

- Cidadão Kane (1941), de Orson Welles

Vencedor de várias estatuetas do Oscar, o filme mostra a trajetória de um magnata da mídia. Com sua morte, repórteres investigam o significado de suas palavras no leito de morte.

- A montanha dos sete abutres (1951), de Billy Wilder

Um repórter frustrado despedido de vários veículos de comunicação tem a grande chance de sua carreira: cobrir o resgate de um homem preso em uma mina. Uma produção que mostra os limites que cercam o jornalismo.

- Rede de Intrigas (1976), de Sidney Lumet

O longa mostra a luta pela audiência na TV e os caminhos de apelação para alcançá-la. Neste processo, estão os limites entre o que é ousado e falta de noção na desgovernada busca por telespectadores.

- Todos os homens do presidente (1976), de Alan J. Pakula

A famosa cobertura do The Washington Post sobre o caso Watergate, que levou à renúncia do presidente americano Richard Nixon.

- Quase famosos (2000), de Cameron Crowe

Um jovem repórter consegue o emprego de seus sonhos na revista Rolling Stone. Com isso, chega a sua grande chance: acompanhar a turnê de uma das grandes bandas dos anos 70.

- Boa Noite e Boa Sorte (2005), de George Clooney

O âncora de TV que luta para mostrar os dois lados dos fatos em plena era de caça aos comunistas e ativistas de esquerda, nos Estados Unidos. Porém, ele revela táticas do senador que lidera o movimento, e acaba em uma grande trama de confronto com o político.

- Capote (2005), de Bennett Mille

A história de como Truman Capote investigou e contou a história do assassinato brutal de uma família no Kansas e que originou seu livro de grande sucesso, A Sangue Frio.

- Frost/Nixon (2008), de Ron Howard

O debate travado entre o jornalista britânico David Frost com o então presidente dos Estados Unidos no caso Watergate. As entrevistas foram televisadas em 1977.

- Melhores inimigos (2015), de Robert Gordon e Morgan Neville

Documentário que mostra o behind the scenes de um debate televisivo de 1968 entre o liberal Gore Vidal e o conservador William F. Buckey, e mostra as discordâncias rancorosas sobre política, religião e sexualidade.

4 filmes relevantes para profissionais da área de comunicação


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Cena do documentário O mercado de Notícias
Imagem: Reprodução

Há filmes, de longa ou curta metragem, que retratam diversas facetas do universo da comunicação. Seja o ambiente em que os profissionais trabalham, desafios da profissão e até mesmo situações adversas que ocorrem na rotina do profissional. Mostraremos alguns deles que abordam, direta ou indiretamente, determinados fatores da área:

O mercado de notícias: O documentário, dirigido por Jorge Furtado, conta com depoimentos de 13 jornalistas e apresenta uma proposta em que o autor mescla as entrevistas com a encenação The Staple of News, de Ben Jonson. Além de nos apresentar fatos, histórias, contradições e aspectos envolvidos nas produções jornalísticas, o documentário nos proporciona diversos questionamentos a respeito do jornalismo. O Mercado de Notícias pode ser uma boa introdução às práticas do cenário jornalístico. E, positivamente, o autor trata o jornalismo sem o intuito de romantizá-lo ou demonizá-lo para o público.

Do que as mulheres gostam: No filme produzido e dirigido por Nancy Meyers, Nick, é um publicitário machista, que se sente ameaçado quando Darcy, uma mulher capaz de realizar anúncios publicitários assim como ele, preenche o cargo de diretora de criação. A partir daí, começa todo o desenrolar da história. O filme nos traz questões importantes a serem analisadas no marketing como, a importância de conhecer e compreender o pensamento do seu público e, também, ouvir seu cliente e melhorar o relacionamento com ele.

O abutre: O personagem principal do filme, Lou, depara-se com o universo, até então desconhecido por ele, dos cinegrafistas freelancers que fornecem notícias para o jornalismo sensacionalista. Embora não tenha um conhecimento técnico sobre o assunto, Lou se dedica a explorar tudo o que pode sobre a profissão. O longa, dirigido por Dan Gilroy, levanta uma importante discussão sobre os limites éticos na busca por audiência, questiona o jornalismo sensacionalista e retrata também a concorrência entre freelancers.

O quarto poder: A narrativa do filme aborda questões éticas acerca do jornalismo. A manipulação dos fatos e o monopólio da cobertura são algumas das temáticas que o filme, de Costa Gavras, levanta. Na obra, por exemplo, apenas um jornalista reporta sobre os fatos, o que, consequentemente, limita a reportagem a uma única visão. A obra proporciona reflexões relevantes sobre o poder da comunicação na sociedade e também a falta de ética presente em alguns meios de comunicação.

Texto: Natália Koyama

Jornal da ABO: necessidade de mudança


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A Associação Brasileira Odontológica (ABO) sempre utilizou seu jornal como uma das ferramentas mais importantes para se comunicar com a classe odontológica, da qual fazem parte todos os seus associados e os representantes de suas seccionais e regionais em todo o País.

Com a publicação sendo feita há muito tempo pela mesma agência, a ABO sentiu a necessidade de mudar e inovar. E nesta busca encontrou a Cadaris, nos trazendo um desafio prazeroso.

Planejamento

O primeiro passo ficou por conta da equipe de Planejamento. Foi realizado um estudo gráfico, editorial e comercial de publicações setoriais, tanto na área de odontologia como de outros segmentos. A partir daí, foram levantados os pontos fortes da antiga publicação e o que deveria ser melhorado.

Todo este tudo foi traduzido para um novo projeto que não apenas envolveu a equipe de Planejamento, mas também contou com Redação, Arte e Financeiro.

Nova cara e foco no leitor

O novo projeto gráfico e editorial trouxe a proposta de reorganizar as informações, agora publicadas em seções mais abrangentes, e tornar a leitura mais ágil. O conceito visual alinhou-se à tendência instituída para reformulação dos principais jornais do país, como o Valor Econômico, Estadão e Folha.

Alguns elementos de revistas nacionais de grande circulação também serviram de inspiração para alguns detalhes visuais.

Encaramos a abordagem como a principal mudança. O intuito da Cadaris foi dar uma cara mais de jornalismo setorial e menos organizacional. Todas as alterações em termos de conteúdo foram baseadas nesta ideia.

Atualmente, o Jornal da ABO está iniciando seu terceiro ano depois das mudanças. A tiragem é de mil exemplares impressos que circulam a cada dois meses. A versão on-line também é disponibilizada no Portal da ABO (www.abo.org.br), facilitando o acesso para toda a classe odontológica.

Próxima edição

A edição mais atual do Jornal da ABO, de número 155, começa a ser distribuída no maior evento de odontologia da América Latina, o Ciosp – Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo, que acontece em janeiro.

Confira alguns dos destaques desta edição:

- Todas as informações sobre o cenário atual da nova habilitação em Odontologia Hospitalar;

- A responsabilidade dos cirurgiões-dentistas sobre os resíduos gerados em seu consultório e como descarta-los corretamente;

- Aposentadoria especial para dentistas: quais são as regras e como consegui-la;

- Dicas para ajudar os pacientes a deixar o cigarro;

- Além das ações das ABOs em todo o Brasil e os eventos da odontologia nacional.

A Vida Agradece: muito além da data comemorativa


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Criar conteúdo para datas comemorativas costuma ser um desafio para quem trabalha com comunicação. Isto porque, além do fato de a data se repetir todos os anos, o caminho mais fácil costuma sempre ser o clichê e o lugar comum. E é o que geralmente se vê por aí em mídias on-line e off-line.

Um dos clientes da Agência Cadaris é a Associação Brasileira de Odontologia (ABO). Para eles, o Dia do Cirurgião-Dentista, comemorado no dia 25 de outubro, é a data mais importante, pois homenageia os profissionais que representam a alma da instituição. Por isso, precisávamos criar um conteúdo que, além de celebrar a data, reconhecesse a importância do trabalho do cirurgião-dentista.

Em equipe, pensamos que a primeira coisa a se fazer era fugir do óbvio. Afinal queríamos criar algo que, além de servir ao propósito de parabenizar os profissionais, causasse impacto no público. A Cadaris faz o Jornal da ABO e produz conteúdo para o portal e para a fan page no Facebook da associação. Por isso, temos bastante contato com cirurgiões-dentistas e conhecemos o trabalho de vários profissionais da área. Depois de algumas reuniões de brainstorming, chegamos a uma ideia que foi além de um simples post de Facebook.

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Partindo do pressuposto de que o cirurgião-dentista é alguém que cuida da saúde bucal da população e que há vários profissionais que usam seu conhecimento para fazer a diferença na sociedade, surgiu a ação A Vida Agradece. Ela é uma série de reportagens no portal da ABO em que, mensalmente, contamos a história de um cirurgião-dentista que realiza um trabalho social que serve de exemplo para outros profissionais da área. Com isso, homenageamos não só a classe profissional, mas também mostramos histórias reais e inspiradoras.

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A ideia inicial é que a série de reportagens dure até o ano que vem, no próximo Dia do Cirurgião-Dentista. Até agora publicamos duas histórias e mais uma está pronta para o mês de dezembro. Além das matérias no portal, a ação foi divulgada no Facebook e em uma matéria especial no Jornal da ABO, previsto para janeiro de 2016. A cada postagem, convidamos também outros cirurgiões-dentistas a contarem suas histórias, que passam por uma avaliação conforme os critérios estabelecidos junto à ABO e, se aprovadas, podem ser publicadas ao longo da duração da série.

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Os resultados têm sido muito satisfatórios. No Facebook, todos os posts geraram grande engajamento e surtiram o efeito que planejamos: vários profissionais se interessaram pelas histórias que estão sendo contadas e o conteúdo tem dado visibilidade aos projetos que os profissionais realizam no Brasil. Além disso, para nós da Cadaris, essa ação foi uma prova de que trabalhar em equipe é a melhor forma não só de criar, mas também de aprender com o conhecimento de cada pessoa envolvida no processo.  Parabéns a toda a equipe que deu o melhor de si e criou esta ação!

A Vida Agradece está sendo divulgada no portal e no Facebook da ABO.

Equipe:

Conceito: Balbina Arantes, Ana Paula Machado e Débora Vasconcelos

Planejamento: Renata Stocco e Juliana Fernandes

Diretor de Criação: Frederico Pimenta

Diretor de Arte: Ricardo Viegas

Redação: Ana Paula Machado, Balbina Arantes e Débora Vasconcelos

Edição e revisão: Balbina Arantes

Saber criar é saber roubar


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Há alguns livros que, só de sabermos do que ele fala, já dá para ver que eles têm grande potencial para mudar a forma como fazemos algumas coisas.  Foi o que aconteceu comigo quando soube da existência de Roube como um artista, de Austin Kleon. Fui atraída já pelo título, que me lembrou uma frase de T. S. Elliot que gosto muito e que descobri que é uma das primeiras citações usadas no livro:

“Poetas imaturos imitam; poetas maduros roubam; poetas ruins desfiguram o que pegam e poetas bons transformam em algo melhor ou pelo menos diferente. O bom poeta amalgama o seu furto a um conjunto sensível que é único, completamente diferente daquele de onde foi removido.”

E a ideia é bem essa mesmo. Não importa o tipo de arte ou criação que você faça. Aquilo que você criou sempre será o resultado da soma de vários elementos e influências que estão presentes em sua vida. Basta olhar para o que você já fez para perceber. No livro, Kleon explica isso de uma forma interessante, sucinta e inteligente, em páginas estilizadas de um jeito muito criativo. Por todo o livro há citações de artistas e pensadores que criaram coisas incríveis em várias épocas.

Kleon não faz segredo: a ideia central é absorver e aproveitar tudo aquilo que você achar que vale a pena para fazer algo que mereça ser criado. Na própria contra-capa do livro ele já inclui a lista do que é importante para desbloquear a criatividade e roubar como um artista:

1) Roube como um artista.

As influências do que você vê, lê, ouve e as pessoas com quem você convive são muito importantes para o resultado do seu trabalho. Por isso, esteja sempre rodeado por coisas e pessoas que você admire para que esses pontos positivos também façam parte do que você vai criar.

2) Não espere até saber quem você é para poder começar.

Estar pronto para fazer qualquer coisa na vida é uma ideia muito abstrata. Você, na verdade, vai se descobrindo à medida que começa a produzir e aprender com seus próprios erros e acertos. Só assim é possível descobrir aos poucos quem você é e quem você quer ser.

3) Escreva o livro que você quer ler.

Crie algo que você gostaria de consumir. Por exemplo, para criar um anúncio interessante e inteligente, pense em algo que você gostaria de ver por aí. Isso vale também para desenho, música, escrita criativa e o que mais você quiser criar. É mais importante saber o que você gostaria de ver como resultado do que saber a teoria que está por trás de sua criação. Para saber teoria, basta estudar e aplicar. E se há vontade de criar, é muito mais fácil aprender.

4) Use as mãos.

Saia de frente do computador por uns momentos. Escrever e realizar trabalhos manuais ativam o lado mais criativo de seu cérebro e abrem o caminho para a criatividade. Tenha papel e lápis e o que mais você puder usar para criar algo concreto e deixe tudo isso sempre à mão.

5) Projetos paralelos e hobbies são importantes.

Tudo o que você faz além do seu trabalho principal (e trabalho principal não é só o que você faz para ganhar dinheiro) é um combustível para sua criatividade. Você não precisa ser um gênio da música para tocar , por exemplo. Se você gosta, faça. Algumas horas da sua semana que você passa se sentindo bem em sua atividade alternativa vão lhe ajudar a expandir seus horizontes  quando você voltar para aquilo que você é realmente bom em fazer. Isso vale até para quem não faz trabalho que envolva criação.

6) O segredo: faça um bom trabalho e compartilhe com as pessoas.

Depois de passar tanto tempo se esforçando para criar algo que você considera bom e que lhe faz bem, nada mais justo que compartilhar isso com as pessoas. A internet está aí pra isso: mostre quem você é e o que você faz de bom para as pessoas. Certamente alguém vai gostar do que você faz e isso fará a diferença para esta pessoa. Além disso, compartilhar é importante para que você veja que aquilo que você está fazendo está gerando algum resultado e, por que não, elogios. Elogios são importantes para motivar quem cria algo. Há muitos momentos de insegurança e é bom lembrar que alguém gosta do que você faz.

7) A geografia não manda mais em nós.

Busque na internet pessoas com interesses e trabalhos semelhantes ao seu e interaja com elas. Ter contato com pessoas como você e, especialmente, que sejam melhores e mais experientes que você, é muito importante para melhorar ainda mais naquilo que você faz. Esteja sempre cercado de pessoas que você admira e que façam coisas boas porque você absorverá muito daquilo.

8) Seja legal. O mundo é uma cidade pequena.

Não perca tempo sendo ranzinza e brigando com as pessoas na internet e na vida real. Se você é legal com as pessoas, elas serão legais com você. Se você ajuda, é ajudado. Simples assim. Se algo ou alguém não lhe levam a nada construtivo, procure outros horizontes.

9) Seja chato. É a única maneira de terminar um trabalho.

Tenha disciplina para seu momento de criar e de estudar. Às vezes é preciso colocar limites para amigos e pessoas próximas, pois criar é um trabalho solitário e que exige dedicação. Às vezes é importante falar não para happy hours, passeios e afins porque o seu momento de trabalhar precisa ser respeitado. Só assim é possível realizar alguma coisa.

10) Criatividade é subtração.

Criar também é fazer escolhas. Quando criamos um trabalho que gostamos muito, é bem difícil excluir partes dele ou decidir o que deve ficar ou ser destacado. A ideia de possibilidades ilimitadas é paralizante. Por isso, escolha algo e foque naquilo. Simplifique. E, ao final, seja racional para decidir o que fica e o que sai. Para superar bloqueios criativos, imponha-se alguma restrição.

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