Esta semana, fomos conhecer as novidades do segmento de luxo para festas na Mostra Design de Festas – Ambiente Eventos, realizada no dia 15 de maio, no Traffô, em São Paulo. O lugar é maravilhoso e muito atual, num estilo completamente diferente do antigo espaço – igualmente fantástico. Antes: conforto, bem-estar e minimalismo. Agora: sofisticação, movimento e balada.
Para quem trabalha com criatividade e inovação, é muito engrandecedor ver o exercício dessas habilidades nas mãos de pessoas tão talentosas e sofisticadas como Terezinha Nigri, Vic Meirelles e Marcelo Bacchin. Pode-se ver em cada detalhe que, mais importante do que ter uma ideia brilhante, é executá-la impecavelmente. É claro que cada um de nós tem suas preferências e seus gostos. O que agrada a um, desagrada a vários, e vice-versa. Porém, quando o trabalho é diferenciado, não há quem possa negar sua excelência.
As fotos publicadas pelo BOL Fotos estão infinitamente melhores do que as minhas. Por elas, vocês poderão sentir a proposta dos “artistas”.
A gastronomia, assinada pelo Patê Maison da banqueteira Olga Vieira Pinto, acompanhou a tematização dos ambientes:
- Rústico e Contemporâneo: peças de latão, cobre, bronze e madeira. No cardápio, picadinho gelificado de carne e legumes com infusão de especiarias.
- Hippie chique: elementos coloridos no estilo Paz & Amor, peças acrílicas e cores fluorescentes. No cardápio, morango com pimenta, morango com hortelã e morango com chocolate apimentado. Ah, tinha também marshmallow.
- Sustentável: apresentação em peças artesanais, à base de barro queimado e fibras secas. No cardápio, bombom de mandioca e endro, com molho quente de tangerina.
- Reunião de amigos: cores marcantes em porcelana, cerâmicas e vidros coloridos. No cardápio, ceviche de peixe do Brasil com chantilly de wasabi e caviar de shoyu.
- Noivos: apresentação em cristais e prataria. No cardápio, bolo de rolo salgado com mousseline de caça ao molho de açafrão.
E com tanta sofisticação e elegância, os “pecados” ressaltam aos olhos. Infelizmente, com o frio que estava, os réchauds e esforços da equipe gastronômica não foram suficientes para manter os alimentos à temperatura desejada. Porém, muito pior, e até deselegante, foi o serviço de manobrista. Ao chegar, fomos tocadas como gado, no estilo: “Vai, vai, vai!”, já que estava lotado. E para ir embora, o espaço para esperar o carro não comportou a quantidade enorme de pessoas devido à espera de 40 minutos (isso porque eu estava no atendimento preferencial a grávidas – calma pessoal, não sou eu quem vai ter nenê). Sem falar que um dos manobristas desabou pelo degrau – pessimamente sinalizado, diga-se de passagem – com o carro do coitado do convidado que teve a falta de sorte de chegar quando todo mundo queria sair. Ou seja, o carter que se cuide! Engraçado que, vizinho ao Traffô, tem um estacionamento enorme, que custava a metade dos R$ 25 desse serviço completamente insatisfatório.
O saldo, claro, é pra lá de positivo. O conhecimento adquirido é pra sempre. Um pouco dele, inclusive, já vai se fazer presente nos jobs da Agência Cadaris (@agenciacadaris). As chateações são passageiras…















