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Patrimônio cultural nacional que me faz bem

Ouvimos desde cedo que devemos praticar esportes, pois faz bem para a saúde, ajuda no desenvolvimento físico e social da criança, entre outros benefícios. Acredito que ninguém duvide disso, pois educação física é uma matéria obrigatória desde o primário – pelo menos por enquanto. Ou não? Tudo começa como uma grande brincadeira e quando se percebe, você já está envolvido em diversas atividades como futebol, skate, natação. Veja o que aconteceu comigo.

Na minha percepção, a escolha do esporte ideal é um exercício de autoconhecimento, eu mesmo pratiquei vários: judô, natação, musculação, corrida, boxe, escalada, até conhecer a Capoeira.

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A Capoeira entrou na minha vida de uma maneira despretensiosa e foi ganhando cada vez mais espaço, e hoje é parte fundamental para o meu dia a dia. Praticá-la me deixa mais focado e relaxado. Mais feliz!

Agora você deve estar se perguntando, o que a Capoeira tem de diferente dos outros esportes.

Além de ser divertidíssimo, em um treino de capoeira, você mexe com todos os músculos do corpo. Trabalha a musicalidade, pois o jogo da roda é determinado pela batida do berimbau. Quando a batida é mais rápida, o jogo é mais pegado, chamado Regional, e quando a batida é mais devagar, temos um jogo de chão chamado de Angola, além da carga histórica que daria material para mais um post.

A Capoeira só me trouxe benefícios, pratico há mais de quatro anos, e minha condição física ficou bem melhor, estou mais ágil, meus reflexos são mais rápidos do que antes. Como diria meu Grão-Mestre Pinatti: “O pior que te pode acontecer na Capoeira, é você gozar de boa saúde”.

Outra ferramenta importante da Capoeira é a disseminação da nossa cultura, hoje em dia ela é praticada em todos os países do mundo. Em todas as rodas, as músicas são cantadas em português, tem escolas de Capoeira no exterior que além da prática, proporcionam aos alunos o aprendizado do nosso idioma para não fazer feio nas apresentações. Ela é tão importante que em 2014 recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, pela Unesco.

Como costumava dizer o Mestre Pastinha, “capoeirista não é aquele que sabe movimentar o corpo, e sim aquele que se deixa movimentar pela alma”.

Axé

Por Ricardo Viegas