• .
  • .
  • .
  • .

Liquidificador sem tampa*

brainstorming_900x900pxVocê até pode não concordar, mas eu lhe convido a experimentar. E depois, se não gostar, peço que tente outras vezes. Aposto que você vai ceder. O brainstorming faz uma baita diferença.

O conceito, que significa literalmente ‘tempestade de ideias’, não é novo, mas eu o considero contemporâneo, super atual. É usado para dar oportunidade a todos os participantes de um determinado grupo para que deem ideias sobre um assunto.

Ele pode ser aplicado em qualquer lugar ou situação: no grupo de estudantes que debate o futuro do seu trabalho escolar, no encontro de empreendedores que pensam em um novo negócio, no grupo que discute a reforma da igreja ou da quadra do clube, na reunião da empresa ou aqui na agência de publicidade onde trabalho.

No começo, usava-se muito a seguinte estratégia: os integrantes do grupo recebiam uma prévia do tema e quando se encontravam lançavam ideias de todo tipo sobre esse tema. Era algo bem aberto. Com tanta ideia, seria possível achar alguma boa, a ser usada, melhorada e trabalhada finalmente.

Atualmente, contudo, há algumas diferenças. A ideia é que a pessoa já se prepare antes, pelo menos um pouco, para levar ideias mais encorpadas para o encontro.

Bom, seja qual for o estilo, o brainstorming funciona. Eu digo sim!

E, minha opinião, rende muito mais quando ele é feito pessoalmente, todo mundo junto, olho no olho. Sabe, não é porque sou das ‘antigas’, não. Quando é pessoalmente, a gente sente o movimento das pessoas, as expressões, os trejeitos. Tudo isso é importante. É o que mede a vibração, a temperatura, a verve da reunião. Quanto mais ‘quente’ for, de lá sai mais criatividade, mais rock.

Outro dia aqui na Cadaris, a gente tinha de criar alguns posts para a fanpage de um cliente. A galera de produção (arte e redação) iniciou por e-mail. E acabamos, nesta tarefa, finalizando o material meio que dessa forma. Resultado: fomos vetados internamente.

Ou seja, era preciso melhorar.

Por isso, acabamos fazendo a lição de casa novamente, da forma rock. Reunimos novamente o pessoal, puxamos cadeiras e debatemos as ideias de novo. Fizemos, de fato, o brainstorming direito e refizemos as peças. Com isso, passamos de ano na hora de apresentar ao atendimento, e o cliente amou.

* Quando fazemos uma matéria jornalística, a regra pede para que o título seja revelado (explicado) logo no lide, o primeiro parágrafo. Mas, neste caso, resolvi deixar para o último, aqui no pé da matéria. Até porque essa não é uma matéria jornalística. ‘Liquidificador sem tampa’ é um projeto meu, que um dia vai sair. A ideia é mostrar que da nossa cabeça podem sair muitas ideias, e, quem sabe, algumas delas podem gerar ótimos frutos. É como bater tudo no liquidificador, sem tampa, sem medo de que as ideias possam sair do copo e ganhar forma por aí.

 Por Rodrigo Rezende, redação