• .
  • .
  • .
  • .

Morte das sacolas plásticas em BH

Não é novidade quanto degradam o meio ambiente lixos de todos os formatos que enchem a cada dia metrópoles em todo mundo. Ouvimos isso a todo o momento, de forma que a imprensa, por exemplo, se desdobra tentando encontrar novas maneiras para repetir o assunto ao informar, alertar ou até mesmo conscientizar a população.

Desde o dia 1° de março, porém, Belo Horizonte desperta curiosidade especial: é a primeira capital do Brasil a abolir, por lei, o uso de sacolas plásticas, e dar um importante passo no sentido de uma vida mais sustentável. Em diversos países, estragos causados direta ou indiretamente por sacolas plásticas foram há mais tempo o estopim para uma mudança na política de uso deste material. Em Bangladesh, por exemplo, enchentes causadas pelo acumulo de plásticos nos bueiros levaram o governo do país a proibir a fabricação, compra e posse de embalagens do material.

Em BH, a população tem até 45 dias, contados a partir do dia 1°, para se acostumar com a ideia. Foi esse o prazo dado aos comerciantes para substituírem o plástico por embalagens biodegradáveis, feitas de amido de milho, que se transformam em adubo para o solo em no máximo seis meses. Para se ter uma ideia do estrago causado pelas sacolas plásticas, o prazo de degradação delas é de aproximadamente 400 anos.

E a lei implantada em Belo Horizonte não para por aí. As novas sacolas biodegradáveis vão agregar o custo de R$ 0,19 para o consumidor por embalagem usada na compra. O peso no bolso é válido e deve servir, ao menos nesse processo de transição, como o maior incentivo ao uso da segunda opção oferecida à população: as sacolas retornáveis (ou ecobags), já à venda no comércio da cidade por até R$1,98, a mais barata.

Como conhecedor dos hábitos belo-horizontinos, imagino que, em uma cidade onde prevalece o clima de interior e a utilização das sacolas plásticas tem função infinitamente maior que apenas carregar as compras do supermercado para casa, o extermínio das ‘sacolinhas’ deve ter incomodado boa parte da população, mas é promessa de resultados eficazes para o meio ambiente. Quem sabe essa iniciativa de fato sirva de exemplo e inspire capitais e demais cidades pelo País. Em tempos de catástrofes em expansão e recursos naturais em franca redução, atitudes como essa dão impulso e força de vontade pra um monte de gente que está aí apenas esperando uma oportunidade para agir.

Na Cadaris – No dia a dia da agência, a preservação ambiental é sempre lembrada. Além do estímulo que é feito continuamente para a equipe – quanto a consumo consciente, separação de lixo e boa utilização de recursos naturais – o assunto sustentabilidade faz parte da rotina de todos e é pauta constante em jobs de clientes, em eventos como a Semana da Sustentabilidade da Colgate, realizada em agosto do ano passado, em que funcionários da companhia participaram de atividades interativas que disseminaram práticas sustentáveis.

Por Gabriel Assunção

Foto: Revista Crescer