Crowdsourcing, do inglês, “fontes na multidão”, designa a criação coletiva e colaborativa de conhecimento. É um modelo que utiliza os conhecimentos espalhados pela internet para resolver problemas, criar conteúdo e desenvolver novas tecnologias. Em sites, empresas oferecem oportunidades de trabalhos esporádicos e pontuais. Os internautas enviam uma proposta e o cliente define quem fica com o serviço. Vence a proposta com o melhor custo-benefício.
Os sites de crowdsourcing pipocam na rede e são fontes de renda de muita gente. E por causa desse sucesso, grandes empresas vêm usando esse modelo para incentivar a comunidade a contribuir com ideias e sugestões inovadoras para os desafios apresentados pelos clientes. Ou seja, o consumidor opina para melhorar desde a criação de um novo produto até a comercialização.
Essa “nuvem” contribui com formatos e informações há tempos. Uma prova disso é a Wikipédia, que usa as fontes para enriquecer e editar suas páginas de enciclopédia online, em mais de 100 idiomas.
Outro exemplo: em 2010, a Doritos lançou o concurso Crash The Super Bowl. Foram mais de quatro mil vídeos enviados e publicados no hotsite. Os três melhores escolhidos pelo público foram veiculados nos intervalos do Super Bowl, jogo final da liga de Futebol Americano (NFL) e o maior evento esportivo dos Estados Unidos. Essa estratégia de marketing colaborativo da Doritos deu tão certo que já houve outras edições.
No Brasil, a montadora Fiat lançou aqui uma rede social para seus consumidores opinarem e projetarem um novo carro conceito. A estratégia teve 10.668 ideias enviadas. O Fiat Mio, carro criado a partir dessas sugestões, foi apresentado no 26º Salão do Automóvel de São Paulo.
Até na música o crowdsourcing já foi usado. Exemplos mais recentes são as bandas Maroon 5 e The Vaccines. A banda americana Maroon 5 chamou fãs de todo o mundo para ajudá-los a compor uma música em uma sessão de 24 horas. O single foi inspirado 100% pelos fãs, desde a letra à melodia, que puderam interagir via Twitter e Facebook com suas sugestões aparecendo em um painel no estúdio durante a gravação do vídeo. O resultado foi a canção Is Anybody Out There.
Já os britânicos do The Vaccines produziram um clipe com ajuda dos fãs por meio da plataforma de postagem de fotos Instagram. A banda quis saber o que seus fãs fizeram de diferente em algum verão. As imagens foram postadas no Instagram com a hashtag #vaccinesvideo. As imagens escolhidas foram usadas no clipe oficial de ‘Wetsuit’. A banda abriu até um site para o projeto: www.vaccinesvideo.com
Com essa nova cultura digital, o crowdsourcing criou uma força de trabalho invisível. 70% do conteúdo vem das multidões e a Internet transformou-se num excelente meio para alcançar o público e hoje, sustenta a maior parte dos grandes projetos.
Apesar das mídias terem se tornado o mais poderoso negócio do século 21, há muito o que aprender. De acordo com Gil Giardelli, um dos maiores especialistas brasileiros em cultura digital, das pessoas presentes na Internet, apenas 1% produz conteúdo, 4% replica e 95% aprende.

(Image Source doodletilt.tv)
70% do conteúdo vem das multidões
Fontes: Revista INFO, http://info.abril.com.br/noticias/mercado/para-onde-vai-o-crowdsourcing-31082011-45.shl
http://info.abril.com.br/noticias/extras/o-crowdsourcing-e-o-fim-das-agencias-04072011-36.shl
http://pt.wikipedia.org/wiki/Crowdsourcing
http://www.gilgiardelli.com.br/blog/
http://www.ypsilon2.com/blog/tag/crowdsourcing/