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Compartilhar faz um bem…


IMG_1546Hoje, tive uma imensa felicidade. Me deram a oportunidade de transmitir o que aprendi nos últimos 20 anos com um dos jobs do meu coração a quem está chegando agora para tocar com a Cadaris esse barco. Ontem à noite, terminei de revisar o material em casa e uma infinidade de histórias me veio à lembrança, pessoas muito queridas, situações desafiadoras e coisas que me fizeram gargalhar. Como eu disse para as meninas: “Que vocês tenham nesta área todas as oportunidades de crescimento e desenvolvimento que eu encontrei”.

Da esq. para dir.: Natália e Nycole com a veterana Ana

Da esq. para dir.: Natália e Nycole com a veterana Ana

Chega de lenga lenga e vamos ao que interessa!

Preparamos um material aqui para este treinamento de jornalismo empresarial on-line, com conceitos básicos de presença digital e técnicas de jornalismo empresarial. Compartilho aqui uma parte deste material para quem tiver interesse. Valeu!

http://pt.slideshare.net/marisharada/treinamento-de-jornalismo-empresarial-online

 

O futuro é agora


TED-ricelias_BLOG

Vira e mexe, falo desse vídeo para alguém. Já mostrei para ex-namorada, para mãe, pai, para amigo, amiga, paquera, para desconhecido e também o incluí no meu blog pessoal e numa matéria de jornal. Oras, nada é perfeito nessa Terra, exceto esse vídeo.

Em cinco minutos, ele resume tudo o que penso sobre a vida, ou quase tudo.

Quase todo mundo tem uma segunda chance ou ainda vai ter. É nesse ponto que o empresário porto-riquenho Ric Elias entra, e ele dá um show – nessa apresentação rápida e mortal que fez há cerca de sete anos no TED, fundação que promove palestras rápidas sobre temas diversos.

Esse vídeo abaixo já vem com legenda em português, mas caso não apareça é fácil colocá-la. Basta clicar em subtitles do lado direito da tela, abaixo do vídeo, e escolher a língua.

E se você ainda não o viu, invista os próximos cinco minutos da sua vida nisso. Depois é só me agradecer.

Ric Elias conta que tinha um assento na primeira fila no voo 1549, o avião que pousou no rio Hudson, em Nova York em janeiro de 2009. O que passou pela sua mente quando o avião desceu desgovernado?

Ah, só para registrar, tem um filme, Sully, sendo preparado por Clint Eastwood, que vai contar essa história do piloto que salvou os 155 passageiros desse avião. Fique ligado.

O link do vídeo: https://www.ted.com/talks/ric_elias?language=pt-br

Texto: Rodrigo Rezende

Jornalismo explicativo e o portal de informações Nexo


jornalismo-explicativo

Em tempos de crise… mas, desta vez, no jornalismo, quem busca por informação de qualidade diariamente se sente um tanto órfão. Nós sabemos que o bom e velho jornalismo anda por aí, em algum lugar, mas é preciso que ele se reinvente para encarar o Brasil (e o mundo!) do século 21. Não pretendo entrar aqui neste mérito, isso é assunto para mesa de bar. Mas o que quero dizer é que, em meio à crise, textos mal escritos e mal apurados, ainda há esperança para quem quer estar bem informado. Quem já conhece o Nexo, portal de informação, sabe do que estou dizendo e tem um belo exemplo disso.

Na busca por mudanças, poucos meios de comunicação têm encontrado um caminho certeiro. Infelizmente, abrimos os portais e (para quem ainda gosta do papel) os jornais de todas as manhãs e nos deparamos, muitas vezes, com informações rasas. Quantas e quantas vezes li uma notícia e acreditei estar bem informada quando, na verdade, eu não entendi o que estava escrito ali simplesmente porque aquilo não havia sido escrito para eu entender, e talvez até o repórter não sabia do que estava falando. Isso tem acontecido com maior frequência agora, na cobertura jornalística da crise política que vive o País. São tantos termos técnicos, tanta gente envolvida, tantos cargos, processos e burocracia que é praticamente impossível que um cidadão comum consiga absorver aquilo tudo de verdade. Aí é que entra o Nexo, que pratica o jornalismo explicativo, sem perder o timing das notícias.

Este tipo de trabalho esmiúça a notícia para o leitor. Vai além de dizer “olha, o Cunha aceitou o pedido de impeachment da presidente Dilma”. O jornalismo explicativo irá dizer também o porquê ele fez isso, baseado em quais leis, próximos passos e consequências, vantagens e desvantagens. Esse tipo de conteúdo evita, inclusive, que a gente saia por aí replicando informações sem saber do que estamos falando de verdade, além de contribuir com dados que certamente enriquecerão os debates. Acredito que num país onde os ânimos andam tão alterados é importante dar a opção de um conteúdo que acalme, e não que inflame.

Tenho acompanhado o trabalho feito pelo Nexo há algum tempo e sempre me surpreendo com a qualidade do trabalho entregue para mim todas as manhãs na newsletter do portal. Vale a pena conhecer. Além de explicar e informar sobre os fatos mais importantes no Brasil e no mundo, tem conteúdo de todo tipo e para todos os gostos. Texto, vídeo, podcasts, matérias interativas e reportagens especiais. Se o jornalismo está buscando se reinventar, está aí um bom começo.

Para quem quiser conhecer, é só acessar nexojornal.com.br. Fica a dica!

Política e cinema combinam sim!


Este mês decidi fazer um texto diferente, com a dica de um único filme que discute um tema bem atual. Ele tem uma temática psicológica que aborda como o comportamento humano se molda através da interferência do meio em que está inserido.

Achei bem pertinente para essa época em que estamos vivemos cheios de descontentamentos e sentimentos extremos, muitas vezes beirando o radicalismo.

A OndaA Onda
(Tem no Netflix!)

Quem me indicou esse filme foi a Maris, sócia-diretora da Cadaris, durante uma de nossas saudáveis e muito enriquecedoras discussões sobre a política atual.

A Onda é um filme alemão, de 2008, baseado em um incidente real ocorrido em uma escola secundária norte-americana em 1967, em Palo Alto, Califórnia.

Um professor é designado a ensinar sobre autocracia para seus alunos de ensino médio durante uma semana de curso e, ao pedir exemplos desse regime aos alunos, ele escuta que hoje em dia seria impossível inserir a ditadura numa sociedade livre. O professor resolve, então, fazer um experimento que explique na prática os mecanismos do fascismo e da ditadura. As coisas, porém, saem de seu controle tomando proporções inimagináveis.

O filme nos mostra a facilidade que existe em alienar um grupo de pessoas através de artifícios muito conhecidos e utilizados e que são facilmente aplicados como manipulação de massas quando existe uma situação de descontentamento e desânimo geral.

Para pertencerem a um grupo e se sentirem aceitas, as pessoas, inconscientemente, deixam de lado sua autonomia e liberdade para acatar qualquer verdade que seja colocada por um líder, sem realizar nenhum tipo de questionamento ou análise crítica. Quem se opõe a isso é banido e discriminado.

Os alunos do experimento também demonstram grande carência de limites e autoridade e acabam confundindo isso supervalorizando o autoritarismo.

Percebemos, então, como é importante a formação de valores morais e éticos de um ser humano. Quando a escola e a família não estimulam o diálogo e a reflexão estão contribuindo para a formação de indivíduos suscetíveis à fácil manipulação, independente dos fins a que se destinem.

Enfim, assistam ao filme façam suas reflexões e, quem quiser, venha contar depois o eu achou!

Curiosidade: A música dos Ramones, “Rock ‘n’ Roll High School”, que toca no início do filme, fala sobre escola, rock e alienação. Ela também foi trilha sonora do filme homônimo de 1979.

Na escala de 1 a 5 Let´s Rocks, leva 5 guitarrinhas!

Para este mês é só, pessoal. Até maio!

Título: cartão de visita do seu texto


TITULO

Quais os motivos para que o título do seu texto seja tão importante? Eu diria que são muitos. Sem um bom título, muitas vezes, pode não haver leitores. Podemos dizer que ele será o responsável pelas pessoas decidirem ler ou não seu texto, já que ele tem como função despertar a curiosidade do seu leitor. Sendo assim, o título é o “cartão de visita” do seu texto. Seu texto pode perder o valor se não vier acompanhado de um título chamativo que, logo de início, apresente minimamente seu conteúdo.

É por meio do título que estabelecemos um primeiro contato com o nosso leitor, se houver falhas neste início, o leitor pode decidir se vai ler ou não o restante do conteúdo.

Apesar de sabermos a importância que um título carrega, muitas vezes, colocar a ideia em prática é uma missão difícil. Sendo assim, separamos algumas dicas para lhe ajudar na criação de bons títulos:

  • A técnica AIDA

- Atenção: capture com as palavras certas a atenção de seu leitor. Ideias como: “saiba agora”, “não perca tempo”, “descubra” são ótimas para que o leitor saiba de imediato que aquele assunto o interessará.

- Interesse: coloque o principal benefício que seu público terá em ler o seu artigo. “Melhore sua vida”, “Aumente seu conhecimento”, “Ganhe dinheiro” são alguns deles.

- Desejo: aqui a ideia é despertar o desejo através da combinação dos benefícios com senso de urgência: “Melhore sua vida imediatamente”, “Aumente seu conhecimento em poucas horas”, etc.

- Ação: convide o leitor a ler, curtir e compartilhar o conhecimento. Inclua algo como: “Clique aqui e descubra”.

  • Seja diferente

Não tenha medo de ousar. Muitas vezes um título “estranho” pode chamar ainda mais atenção.

  • Listas

Listas e números nos títulos ganham a preferência de qualquer público. “10 motivos”, “7 Dicas”, “3 passos” tem muito mais audiência e desperta mais curiosidade.

  • Utilize palavras-chave

Se houver a possibilidade de incluir também no título palavras-chave de seu texto, é uma forma inteligente e diferente de chamar atenção. Além disso, é uma boa técnica de SEO.

Depois dessas dicas, capriche nos títulos de modo que ele seja curto, específico e claro, chamando a atenção de seus leitores.

Fonte: Vitamina Publicitária

Jargões do universo publicitário


blog

Existem palavras diferentes que, caso você fale fora do seu ambiente de trabalho, poucas pessoas vão entender ou então entenderão com um significado bem diferente. Se você as utiliza em sua rotina de trabalho, já sabe do que estou falando. São os chamados jargões.

Profissionais de diversas áreas utilizam vocabulários mais específicos para se comunicarem no ambiente de trabalho. O dia a dia em agências é recheado por termos e expressões, grande maioria em inglês e que não traduzem fielmente o que queremos dizer. Para que todos entrem nesse universo publicitário, separamos alguns dos mais utilizados:

Arte: É um termo utilizado frequentemente no ambiente publicitário e refere-se a toda e qualquer ilustração utilizada para compor uma peça, e por fim chegar ao estágio de “arte-final”.

Brainstorming: Técnica de dinâmica de grupo desenvolvida para explorar a potencialidade criativa dos indivíduos no menor tempo possível, ou seja, troca de ideias.

Briefing: Todas as informações necessárias para realização de uma determinada ação. Em sua tradução literal significa “resumo”, mas no meio publicitário representa a base do processo de planejamento.

Case: Estudo de caso, uma história marcante, geralmente sobre resultados de sucesso, relacionada a uma marca, uma campanha ou ação.

Deadline: O prazo final estabelecido para a conclusão de tarefas.

Feedback: Com objetivo de aperfeiçoar e avaliar o desempenho de equipes e pessoas, o termo é utilizado no sentido de retorno, seja de um cliente, chefe ou colegas de trabalho. A ideia é dar e receber opiniões, críticas, elogios e sugestões em relação a assuntos profissionais.

Layout: Esboço ou desenho que destaca os vários elementos de uma peça publicitária de mídia impressa, ou seja, elaboração prévia de uma arte final.

Networking: Rede de contatos.

Slogan: Frase-tema de uma campanha ou marca, que procura resumir e definir seu posicionamento.

Teaser: Mensagem curta geralmente usada para provocar a atenção do público em relação a uma ação publicitária. Pode tanto criar suspense quanto antecipar informações sobre a estratégia.

E na sua área? Existem jargões bastante utilizados?

Fonte: ImpactaPlugcitários

O que é importante nos dias atuais para o Dia das Mulheres?


A luta pelas mulheres deve ser um compromisso de todos

A luta pelas mulheres deve ser um compromisso de todos

Tornou-se praticamente obrigatória a comemoração e homenagem às mulheres em todo 08 de março. Mas como é a situação feminina nos outros dias do ano?

Hoje, ao abrir o Estadão, tive uma grata surpresa. Reportagem sobre a escritora Cecília Meireles – a quem eu tenho profunda admiração – conta que ela foi intimada a depor na diretoria-geral da Instrução Pública do Distrito Federal, por ter se colocado à frente na defesa de uma colega, repreendida por declamar um poema de Olavo Bilac, no intervalo das aulas da Escola Normal, no Rio de Janeiro. O movimento cresceu, ganhou o apoio dos estudantes de Medicina e culminou em manifestação no Palácio do Catete.

Para mim, a justa causa de luta pela liberdade de expressão tem também a mensagem de valorização da mulher como formadora de opinião. Nos idos de 1915, declamar um poema quando se deveria conversar sobre planos futuros matrimoniais era uma grande revolução. E hoje, qual é a nossa luta?

Há duas semanas atrás, entrei no elevador e, como sempre, fui invadida pela Elemídia. Fiquei perplexa com a declaração da atriz Fernanda Torres: “A vitimização do discurso feminista me irrita mais do que o machismo”. Na mesma hora, um furor tomou conta do meu ser e, sem que eu pudesse perceber, já estava pensando alto… Fiquei imaginando se ela nunca levou um apertãozinho na bochecha ou um abraço mais demorado, ou se ela levou e nem ligou. Isso numa pontinha de iceberg, limitada à visão de uma mulher branca, de classe alta.

Como tenho várias restrições em relação a essa moça, entrei no artigo em questão, da sua coluna #AgoraÉQueSãoElas (autointitulada um espaço para mulheres em movimento), para ver se não era uma frase isolada, fora de contexto. Infelizmente, não era… Imediatamente, inúmeras pessoas foram às redes sociais manifestar sua indignação, obrigando a fofa a se retratar e pedir desculpas pelo que havia escrito.

Esse fato me levou a pensar em todas as histórias de assédio nas empresas que eu ouvi falar ou presenciei. No meu início de carreira, há 20 anos atrás, eu não entendia bem por que metade dos códigos organizacionais de conduta versavam sobre assédio. Hoje, depois de tantos relatos esdrúxulos e impunidade dos infratores (violam os códigos e a lei, diga-se de passagem) mudei de opinião. Entendo que deveria ter um código de conduta só para tratar da questão.

Sei que quem me conhece vai estranhar este artigo. Afinal, eu sempre ajo como “Polyana” falando de coisas positivas, apontando um caminho de forma otimista. Mas, como o tabu não se quebra pelo silêncio, escrevo este artigo na esperança de que alguém que o leia mude sua atitude, que faça como a nossa poetisa e se coloque à frente na defesa de uma colega; que exija, no mínimo, o afastamento do agressor, que dê bons conselhos a quem acha que passar a mão no cabelo não é assédio…

Conheço várias pessoas que agem assim e é ao lado delas que eu me posiciono. Antes que alguém me pergunte, a resposta é NÃO. Eu não sofri assédio recentemente, não estou de mal humor e também não briguei com o meu marido. Eu tinha preparado um post fofo para hoje, o Dia Internacional da Mulher, com dicas de apps para as mulheres, da nutrição ao orçamento familiar, do fitness aos joguinhos de celular. Mas a Cecília me fez mudar de rumo.

 

Links relacionados

Poema de Cecília Meireles dedicado a mulheres é encontrado por acaso

Mulher – artigo da Fernanda Torres que causou a polêmica

Mea Culpa – artigo de retratação da Fernanda Torres  

O que veio antes de Spotlight


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Depois que Leonardo DiCaprio finalmente conquistou seu primeiro Oscar de Melhor Ator (ufa!), o prêmio mais aguardado da noite ficou com o longa-metragem Spotlight: Segredos Revelados, dirigido por Tom McCarthy.

A estatueta de Melhor Filme consagrou o drama que conta a história real de jornalistas do The Boston Globe, dos Estados Unidos, que investigaram um escândalo de abusos sexuais infantis cometidos pela Igreja Católica local. O filme mostra o trabalho dos repórteres que levaram à tona o escândalo que chocou a sociedade e colocou a Igreja na mira de outras investigações.

Para quem gostou do estilo do filme, o cinema mundial tem uma boa reserva de longas-metragens que contam histórias fictícias e reais do jornalismo. E não precisa ser jornalista pra gostar, não! Basta gostar de assistir a boas histórias.

Veja abaixo alguns títulos para incluir na sua lista:

- Cidadão Kane (1941), de Orson Welles

Vencedor de várias estatuetas do Oscar, o filme mostra a trajetória de um magnata da mídia. Com sua morte, repórteres investigam o significado de suas palavras no leito de morte.

- A montanha dos sete abutres (1951), de Billy Wilder

Um repórter frustrado despedido de vários veículos de comunicação tem a grande chance de sua carreira: cobrir o resgate de um homem preso em uma mina. Uma produção que mostra os limites que cercam o jornalismo.

- Rede de Intrigas (1976), de Sidney Lumet

O longa mostra a luta pela audiência na TV e os caminhos de apelação para alcançá-la. Neste processo, estão os limites entre o que é ousado e falta de noção na desgovernada busca por telespectadores.

- Todos os homens do presidente (1976), de Alan J. Pakula

A famosa cobertura do The Washington Post sobre o caso Watergate, que levou à renúncia do presidente americano Richard Nixon.

- Quase famosos (2000), de Cameron Crowe

Um jovem repórter consegue o emprego de seus sonhos na revista Rolling Stone. Com isso, chega a sua grande chance: acompanhar a turnê de uma das grandes bandas dos anos 70.

- Boa Noite e Boa Sorte (2005), de George Clooney

O âncora de TV que luta para mostrar os dois lados dos fatos em plena era de caça aos comunistas e ativistas de esquerda, nos Estados Unidos. Porém, ele revela táticas do senador que lidera o movimento, e acaba em uma grande trama de confronto com o político.

- Capote (2005), de Bennett Mille

A história de como Truman Capote investigou e contou a história do assassinato brutal de uma família no Kansas e que originou seu livro de grande sucesso, A Sangue Frio.

- Frost/Nixon (2008), de Ron Howard

O debate travado entre o jornalista britânico David Frost com o então presidente dos Estados Unidos no caso Watergate. As entrevistas foram televisadas em 1977.

- Melhores inimigos (2015), de Robert Gordon e Morgan Neville

Documentário que mostra o behind the scenes de um debate televisivo de 1968 entre o liberal Gore Vidal e o conservador William F. Buckey, e mostra as discordâncias rancorosas sobre política, religião e sexualidade.

Lá vem o Oscar!


Mesmo sendo grande admiradora dos filmes “lado B”, ou seja, aqueles que dificilmente são exibidos nas grandes salas e nem sequer citados nas premiações mais famosas, sempre fico animada nessa época do Oscar. Para os cinéfilos é sempre empolgante torcer pelos seus favoritos e esperar ansiosamente pelo resultado na grande noite.

Eu juro que tentei assistir a todos os indicados a melhor filme, mas esse ano não consegui. Mesmo assim não quis deixar passar batido e vim contar pra vocês o que achei do meu preferido e um pouquinho sobre os outros indicados a que assisti.

Veja a lista completa de indicados ao Oscar AQUI!

O Regresso 

RegressoUm filme denso, pesado e violento. Quase à la Tarantino!

Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) é um caçador comerciante de peles que, após sofrer um ataque de um urso é deixado para trás pelos companheiros (baseado em história real).

O roteiro em si, não é dos meus preferidos. Eu diria até que é fraco. Gosto de filmes com mais conteúdo/informações. Mas a tríade: fotografia maravilhosa, atuação impecável de Leo (esse ano vai!) e direção inigualável de Iñárritu transforma pedra em diamante, fazendo do filme uma obra de arte.

Alejandro González Iñárritu, que já tinha filmado Birdman em única sequência, volta a usar este recurso, agora com longos planos, principalmente nas cenas de ação, pra intensificar a sensação de tensão. Ele consegue, como ninguém, transformar a câmera em olhos do espectador dentro da cena. Ela corre, se esconde, cai e levanta e coloca você ali, no meio do conflito, rastejando pelo gelo ou “sentindo” a respiração de Glass.

Em determinado momento percebi que estava tensa, contorcida na cadeira, quase sem respirar. Este é o melhor indício de que o filme teve uma boa direção, porque independente de sua história, consegue lhe transportar para dentro da tela.

Some a isso uma entrega visceral de Leonardo DiCaprio que, desde O Aviador, já vinha fazendo papéis merecedores de um Oscar (Diamantes de Sangue, Django Livre, O Lobo de Wall Street) que atua e convence usando praticamente apenas os olhos e a expressão corporal.

Tem toda a minha torcida como favorito nas categorias de melhor filme, ator, diretor e fotografia.

Curiosidades: O filme foi rodado só com luz natural, o que dificultou bastante as filmagens, mas rendeu mais realismo às cenas e a justa indicação a melhor fotografia para Emmanel Lubezki.

Na escala de 1 a 5 Let´s Rocks, leva 5 guitarrinhas!

SpotlightO filme, baseado em uma história real, é sobre um grupo de jornalistas do Boston Globe que, após a chegada de um novo diretor de Redação, busca documentos e depoimentos para provar casos de abusos sexuais por padres católicos.

Com um ótimo roteiro e direção de Tom Mccarthy, Spotlight é envolvente e aborda paralelamente ao caso investigado, a forte influência da igreja em diversas áreas e a importância do jornalismo investigativo como parte atuante da democracia em uma sociedade.

Com um elenco coeso, todos conseguem brilhar em seus papéis, com destaque para Mark Ruffalo que dá show.

Um filme excelente que vale muito a pena ser assistido. Só não é meu favorito ao Oscar por que encontrou pela frente o ambicioso Iñárritu e seu grandioso O Regresso. Mas merece levar o Oscar por melhor roteiro original.

Curiosidade: Quando Michael Keaton aceitou o papel de Walter Robinson, ele rastreou toda a vida de Robinson antes de conhecê-lo e foi viver perto de sua casa sem o jornalista saber.

Na escala de 1 a 5 Let´s Rocks, leva 5 guitarrinhas!

Ponte dos Espiões 

Ponte dos EspiõesO filme, baseado em fatos reais (mais um) acontece em plena Guerra Fria e conta a história de Donovan (Tom Hanks), advogado da área de seguros que é designado para defender o espião russo Abel (Mark Ryklance), e lhe garantir um julgamento justo.

Com Spielberg na direção, irmãos Coen no roteiro e atuação de Tom Hanks, inevitavelmente criei grande expectativa, que acabou não sendo correspondida, apesar de ser um bom filme.

Dividido em duas metades, a primeira é muito boa, traz ótimos diálogos entre Donovan e Abel e o questionamento sobre o empenho do advogado em defender um espião, e a segunda, em que o advogado vai para Berlin para negociar a troca de prisioneiros, que é arrastada e com informações desnecessárias. O filme torna-se longo, com meia hora a mais do que precisava.

Mas é Spielberg e Tom Hanks, por isso nunca será um filme ruim. Mas não acredito que leve nenhum Oscar.

Curiosidade: É a quarta colaboração cinematográfica de Tom Hanks com Steven Spielberg. Eles já trabalharam juntos em O Resgate do Soldado Ryan  (1998), Prenda-me Se For Capaz (2002) e O Terminal (2004). (fonte: AdoroCinema)

Na escala de 1 a 5 Let´s Rocks, leva 3,5 guitarrinhas!

O Quarto de Jack 

roomMa e seu filho Jack vivem em um cativeiro e o único contato com o mundo é pela iluminação da claraboia. O menino não conhece nada além do quarto, já que nasceu ali e o esforço diário da mãe é de tornar aquele mundo deles o melhor e mais normal possível.

O filme aborda com extrema delicadeza (e eu diria até, graça) um tema muito pesado.

Acredito que o fator diferencial desse filme foi que a própria autora do livro, fez o roteiro e adaptação para as filmagens, o que não é muito comum, e conseguiu, com precisão, resumir em 2 horas uma história com tantas informações e acontecimentos importantes.

A atuação de Brie Larson é incrível, transmite uma verdade impressionante que dá a impressão de estarmos vendo um documentário. Por isso, ela é a minha favorita para levar a estatueta de melhor atriz.

Mas o grande destaque desse filme é Jacob Tremblay. A cada cena eu só conseguia pensar: de onde saiu esse menino? Como uma criança de nove anos consegue interpretar com tamanha força, segurança e qualidade? Fiquei absolutamente apaixonada por ele e seu personagem.

Super indico (e ele ainda está em cartaz!). Atentem para o jogo de cores. Quando mostra a visão da mãe, é escuro e pesado. Quando é pela ótica do menino, é colorido e vivo.

Curiosidade: Brie Larson isolou-se por um mês e seguiu uma rigorosa dieta, a fim de ter uma noção do que Ma e Jack passaram. (fonte: AdoroCinema)

Na escala de 1 a 5 Let´s Rocks, leva 4,5 guitarrinhas!

Sobre o filme Perdidos em Marte, outro concorrente como Melhor Filme de 2016, eu já comentei AQUI

*Abaixo, rapidinhas sobre filmes que assisti e concorrem em outras categorias:

Carol 

Um bom roteiro e produção com ótima atuação de Cate Blanchet (mas prefiro Brie Larson para melhor atriz) e Rooney Mara que é minha preferida na categoria Atriz coadjuvante, embora não acredite que ela consiga levar.

Indico esse filme com aviso de que leiam a sinopse antes para não terem que sair da sala como as três senhoras que vi que se sentiram incomodadas com as cenas mais quentes.

Steve Jobs 

O filme mostra a biografia de Jobs pelo lado menos genial e brilhante. Ele foca mais na dificuldade de relações interpessoais e temperamento forte do protagonista.

Eu esperava mais e não me conquistou, mas é um filme que vale ser visto pela biografia de Jobs.

Kate Winslet arrasa como Joanna Hoffman e é séria candidata a estatueta de atriz coadjuvante.

A Garota Dinamarquesa 

O filme, conta a história (real) de Lili Elbe (Eddie Redmayne), primeira pessoa a se submeter a cirurgia de mudança de sexo, e tinha tudo pra dar certo: um casal protagonista com atuação fantástica e um excelente roteiro, mas não “vira”, não dá a liga. Não faz você se apaixonar e torcer por Lili. Possivelmente faltou uma direção mais ousada e ambiciosa.

Eddie Redmayne está magnífico no papel e se consolida como um grande ator da nova geração. E Alicia Vikander merece a indicação ao Oscar de atriz coadjuvante.

Talvez o filme consiga o Oscar de melhor figurino. Não acho que mais do que isso.

:)

Agora é só esperar domingo e ver quantas das minhas apostas eu acertarei!

Até março!

Cadaris no CIOSP


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Em janeiro, foi realizada a 34ª edição do maior evento de odontologia da América Latina, o Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo (Ciosp), e novamente atuamos com a Colgate em sua participação no evento. Já são 8 anos de parceria!

O evento reúne expositores das mais diversas áreas do setor odontológico. Pensando nisso, desde o início a equipe da Cadaris empenhou-se para que o resultado atendesse às expectativas do cliente. Dentre os materiais produzidos estão painéis, apresentações, vídeos e folders de divulgação de produtos e promoções para os visitantes.

Um dos destaques desse ano foi a ação Circuito Colgate, com um módulo direcionado aos profissionais dentistas e outro aos acadêmicos. Nestes circuitos foram exibidos materiais específicos para cada público, ambos produzidos pela Cadaris, para ilustrar as aulas e palestras direcionadas a eles.

Um job dessa importância precisa ser visto de perto. E por isso fomos lá conferir. Veja algumas fotos:

 

 

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