
Social Media Brasil 2012 reuniu 1,2 mil participantes, nos dias 11 e 12 de maio (e não 10 e 11 de maio como publicamos), no Frei Caneca Convention Center, em São Paulo
Mais de mil pessoas se espalharam pelos dois auditórios do Social Media Brasil 2012 – SMBR. Em sua maioria, jovens profissionais de diversos estados brasileiros. Me senti a própria tia, fresca que não queria sentar no chão, e rabugenta que não gosta de conversa paralela.
No primeiro dia de palestras, 11 de maio (e não 10 de maio como havíamos publicado), a abertura foi feita pelo “JP”, diretor do Media Education, empresa que realiza o evento. Ele anunciou que este é o último ano do SMBR neste formato de palestras e que, a partir do ano que vem, o evento deverá ser mais participativo, “com coisas que ninguém nunca viu e palestrantes novos”. Achei engraçado porque, no meio de tantas pessoas com seus aparelhos conectados ao Wi-Fi do evento (que aliás funcionou super bem), ele tirou um papelzinho do bolso para relembrar tudo que tinha pra falar.
Entre as palestras e discussões do primeiro dia, gostaria de destacar o debate sobre “Jornalismo, Mídias Sociais e Legitimidade da Notícia”. Claro que a conversa começou na falta de estrutura dos departamentos de mídias sociais na imprensa e no baixo investimento. Ana Brambilla, editora de mídias sociais da Editora Globo, até brincou que, no início, esse trabalho era da “EUquipe”. De acordo com os debatedores, o trabalho dos editores de Mídias Sociais engloba o monitoramento, a geração de conteúdo e a alimentação de pauta das redações.
Claro que a conversa rumou para o Jornalismo Colaborativo, desde o compartilhamento de vídeos pelo G1 até a sugestão de legendas pela FanPage do Estadão. É neste ponto que eu mandei um tweet para o Paco Llistó (@pacollisto), da Midiatix, que compunha a mesa. “O que ganham os leitores do jornal com o fato de um fã sugerir uma legenda?”. Logo que terminou o debate ele já me respondeu: “@marisharada a interação com o leitor é importante, o sentido é quase como uma “promoção”: fazer o internauta participar! (carinha feliz)”. Não sei bem se eu concordo. Também acho importante a interação, mas será que desta maneira superficial é o suficiente?
Alec Duarte (@alecduarte) da FAAP alertou para o verdadeiro sentido das mídias sociais. “São ferramentas de relacionamento e de longo prazo, tudo o que o seu chefe não quer ouvir”, disse. “A ideia é trazer os leitores colaborativos para dentro da comunidade e isso não se faz da noite para o dia. É preciso atender ao seu público como num SAC jornalístico, se relacionar com ele e fazer o gerenciamento das pautas”. Ou seja, quem se relaciona merece retorno independente de sua interação gerar pauta para redação, ou ir ao ar como colaboração. “No Brasil, os veículos só se lembram do público em casos de tragédia, quando eles não têm imagens; ainda não veem as mídias sociais como um relacionamento”, concluiu.
Ainda sobre relacionamento, Diego Monteiro do Scup, em sua palestra “Métricas e monitoramento de redes sociais: Do estagiário ao CEO”, afirmou que cada marca, cada empresa, tem seu momento de maturidade e que isso deve ser levado em consideração para definir uma estratégia de atuação e monitoramento das mídias sociais. Antes de iniciar qualquer projeto, ele recomenda que se responda a três perguntas básicas: “São valorizados outros indicadores além dos relacionados a vendas? A alta direção vê mídias sociais como estratégico? A empresa dispõe de tempo e energia para apostar em relacionamento?”.
Liliane Ferrari (@lilianeferrari), blogueira e consultora, também falou sobre mídias sociais e relacionamento, porém entre marcas/ empresas e blogs. Entre as estratégias, destaca engajamento e relacionamento. “É um trabalho que se constrói com o tempo, assim como um relacionamento amoroso ou uma amizade. Dá muito mais trabalho, por outro lado gera muito mais resultado. É preciso buscar blogs e pessoas que tenham aderência à sua marca e à sua ação”, ensinou.
Nanni Rios (@nannirios) da L&PM e Julian Lopes (@julianlopes) da Julice Boulangerie também reforçaram a questão. Nanni contou sua experiência em produzir mangá no Brasil a partir das conversas e comentários dos fanáticos por mangá. Conclusão: sucesso total de vendas. Entre outros aspectos, achei muito engraçado quando o Julian falou que ficou um dia sem postar uma foto da @_Julice no Instagram (aliás as fotos são maravilhosas), e os fregueses começaram a ligar na padaria para perguntar se estava fechada.
Outro ponto que eu gostaria de ressaltar em relação ao 1º dia de SMBR é a importância do monitoramento das mídias sociais como alimento estratégico para as áreas de criação e marketing. É possível ver como o público se relaciona com a marca e como ele responde a determinada ação ou inovação. E, a partir daí, gerar informações que podem resultar em insights decisivos. E como ressaltou Sérgio Salustiano da Skrol, não adianta ter a informação, é preciso fazê-la circular mais facilmente por meio de todos os profissionais envolvidos com a marca ou produto, seja internamente ou nas agências.
Para mais informações, sigam o @socialmedia no twitter ou busquem pela hashtag #smbr2012.

Aproveito para parabenizar o nosso cliente @pagseguro pelo patrocínio ao evento. Detalhe: 10 minutos depois que esta foto foi postada no Twitter do @pagseguro não ficou um cachorrinho pra contar história...