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12 diretores de cinema que ‘fazem rock’


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Nosso Instagram tá de cara nova, você já viu? Toda semana vamos divulgar ideias e dicas sobre diversos assuntos para inspirar você e te trazer mais criatividade no dia a dia. O primeiro resultado é esse: uma série de diretores de cinema, pra dar um rock no seu tempo livre.

12 diretores de cinema

Trabalho em equipe, planejamento, atitude. Esses são alguns pilares da Cadaris em nosso trabalho, isso faz rock! E para inspirar, reunimos em nosso Instagram 12 diretores que fazem as coisas acontecerem quando o assunto é cinema. Confira!

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1. Richard Linklater fez uma das maiores proezas do cinema contemporâneo com a produção Boyhood: um filme gravado, secretamente por 12 anos, com os mesmos atores e sem script completo, mostrando a real passagem de tempo dos personagens, registrando as mudanças que ocorrem na adolescência, o que exigiu muito planejamento e trabalho em equipe. Precisa falar mais?

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2. Thomas Vinterberg, Lars Von Trier criou o movimento Dogma 95, dando novos paradigmas ao cinema com regras como ausência de cenografia, som composto com a cena in loco e não separadamente, iluminação natural, filme sempre em cores, ausência de filtros fotográficos, cenas forjadas ou desloque temporal, etc. O que já exige muito planejamento! Além disso, seus filmes de temática provocadora atraem os olhares, fazendo com que ninguém fique indiferente a sua obra, é como o rock!

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3. Tim Burton tem um estilo único no cinema e temática. Um dos seus maiores sucessos de produção e roteiro, Nightmare before Christmas precisou de três anos de filmagens, quadro a quadro em uma animação de stopmotion detalhada. Além disso, Burton adora um trabalho em equipe: Michael Keaton, Helena Bohan Carter, Wynona Ryder e Johnny Depp são alguns de seus queridinhos.

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4. Planejamento de cores, enquadramento, simetria, imersão dos atores no cenário e na história. Essas são apenas algumas características dos filmes de Stanley Kubrick, famoso por seu preciosismo. Em The Shining, por exemplo, a produção foi árdua, levando os atores ao estresse psicológico próprio da narrativa. Ainda sim, o comprometimento resultou em um dos maiores clássicos do cinema.

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5. Quentin Tarantino adora trabalho em equipe: Uma Thurman, Samuel L. Jackson e Michael Madson são apenas alguns dos nomes comuns em seus filmes. Mais que isso, suas produções seguem um estilo único, misturando humor e violência, além da falta de ordem cronológica, que cria o suspense e deixa o espectador ligar por si mesmo os pontos da narrativa.

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6. Jean Pierre Jeunet ganhou reconhecimento com Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain, mas a delicadeza do filme esconde todo o planejamento e pesquisa que envolve a obra. Para começar, é toda composta nas cores vermelho, verde e amarelo (e, às vezes, um toque de azul), baseando-se na obra do artista (brasileiro!) Juarez Machado. Além disso, as cores explicam as emoções e os papéis dos personagens no filme. Se não bastasse, a filmagem também exigiu na hora da produção resultando em uma fotografia fantástica!

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7. Charlie Kaufman conquistou o mundo (e o Oscar) com os roteiros de Being John Malkovich e Eternal Sunshine of the Spotless Mind, mas foi com seu último filme, lançado em 2015, que fez as coisas realmente acontecerem. Seu longa Anomalisa, feito em stopmotion, além de contar com uma equipe dedicada e minuciosa, foi financiado por uma campanha de crowndfunding que arrecadou mais de 400 mil dólares para as filmagens. Charlie queria fazer o filme sem precisar dos grandes estúdios e produtoras. O resultado? Deu rock!

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8. Cineasta jovem, ainda no início da carreira, Petra Costa conquistou o mundo com seu primeiro filme Elena, dedicado à irmã mais velha, que cometeu suicídio e mais recentemente com O Omo e a Gaivota. Em seu estilo, realidade e ficção se misturam, unindo linguagem de filme e de documentário, enquanto compõe versos visuais em cada cena. A dedicação da equipe e a imersão em cada história fazem rock.

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9. Alê Abreu fez acontecer já na década de 90, quando montou a produtora Filme de Papel, especializada em animação, numa época em que a técnica estava longe de ser aposta na cena brasileira. Com O menino e o mundo, recebeu indicação ao Oscar, além de atenção nacional e internacional. Para os cenários do filme, foram feitas ilustrações com giz de cera, lápis de cor e colagens e a edição e animação usou de… Adobe Photoshop. Puro rock!

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10. Responsável por alguns clássicos do cinema como Blade Runner, Gladiator e Prometheus. Ridley Scott fez acontecer desde cedo em sua vida, quando, por exemplo, ajudou a criar o departamento cinematográfico na Royal College Art, onde estudou fotografia ou ainda quando saiu da publicidade e partiu para Hollywood, seguindo seu sonho de fazer cinema. Em Alien, seu segundo filme, precisou de muito planejamento e trabalho em equipe, a começar pelo artista H.R. Giger, que desenhou todas as formas (desde o ovo) da criatura, que teve depois o corpo esculpido, assim como o interior da nave, planeta e outros elementos.

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11. Fritz Lang é tão rock, mas tão rock que seu filme Metropolis aparece no clip de Radio Ga Ga no Queen! O mesmo filme conquistou Adolf Hitler, que pediu para o cineasta produzir filmes da propaganda nazista. Fritz se recusou, mudou-se para os Estados Unidos e continuou fazendo cinema. A produção de 1927, época que não havia CG, usou miniaturas para os efeitos especiais, o robô foi construído pelo escultor Walter Schulze-Mittendorff e o roteiro escrito por Thea von Harbou, mulher de Fritz na época. Super trabalho em equipe!

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12. É impossível falar de cinema sem falar dele: Charles Chaplin simplesmente dirigiu, produziu, atuou e financiou seus próprios filmes. Com humor e irreverência, retratou não só sua época, mas também a nossa, em críticas atemporais sobre a sociedade. Basicamente, ele criou e modelou a história do cinema com sua obra, é um daqueles clássicos que, a cada dia fica melhor.

 Tá curioso para saber das próximas postagens? Siga nosso Instagram e fique por dentro!

Um dia de reflexão para todos


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Em 20 de novembro (neste domingo), o País celebra o Dia Nacional da Consciência Negra, data escolhida por marcar o dia da morte de Zumbi dos Palmares, um dos maiores símbolos de resistência e luta contra a escravidão.

Se você sabe dessa data, celebrada com feriado em muitos lugares, mas de fato não conhece muito sobre o assunto, basta “dar um Google” que vão aparecer inúmeros resultados. Eu fiz aqui no meu computador e o site de busca me sugere 1.920.000 possibilidades para pesquisar.

Tem matéria de jornal, blog, arquivo, vídeo, livro, páginas oficiais do governo… e tem o site da Fundação Cultural Palmares. Eu naveguei nesse endereço por alguns minutos e gostei. Talvez essa seja uma boa dica para você que se interessa pelo tema, mas também está indeciso na hora de escolher aonde ir entre as 1.920.000 de possibilidades.

A fundação afirma que tem como missão a promoção e preservação da cultura negra e afro-brasileira. São quase 30 anos atuando em parceria com a sociedade e o movimento negro em defesa dos quilombolas, das religiões de matriz africana e das ações que ajudam a reduzir e eliminar as desigualdades históricas e as discriminações raciais, étnicas e religiosas.

Eu curti. Lá tem link para fanpage no Facebook e também para a página da fundação no You Tube. O destaque vai para o vídeo a seguir, de apenas 30 segundos. Aperta o play AQUI!

 Por Rodrigo Rezende

O que faz perder seguidores na rede social


Gírias em excesso e falta de personalidade irritam consumidores nas redes sociais. A informação vem de um estudo da Sprout, divulgado pelo Meio&Mensagem.

Se fazer promoções e usar uma linguagem divertida nas redes sociais pode ser uma estratégia para gerar empatia e aproximar o consumidor de uma marca, a dosagem errada das ações também pode ser um tiro no pé, segundo a reportagem de Karina Balan, publicada na edição de outubro do veículo.

Realizado nos Estados Unidos com 1.022 pessoas, o estudo Turn Off: How Brands Are Annoying Customers on Social Media, da Sprout, revelou que sete a cada dez usuários já deixaram de seguir uma marca porque se sentiram constrangidos e não queriam ser associados a marcas antiquadas ou ridículas.

Além disso, 40% deles pretendem parar de seguir marcas que compartilham informações irrelevantes.

Entre as atitudes que mais irritam a galera, de acordo com a matéria, está a postagem de muitas promoções, o uso de gírias e jargões, a falta de personalidade nos perfis e a baixa taxa de respostas das marcas nas redes.

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Dia das bruxas vem aí


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O Halloween está aí mais uma vez. Amem ou não, vamos combinar, já é uma data que traz alegria e motivo para festejar. E festejar muitas vezes significa se integrar. Afinal, o mundo é feito de pessoas, não é mesmo. Pessoas e bruxas (brincadeira).

Um pessoal de uma empresa que é cliente nosso enfeitou toda a área e já está comemorando hoje a data que celebra os monstrinhos (oficialmente dia 31). Abóboras, vassouras, morcegos e muito mais já estão decorando a sala. O objetivo é descontrair, valorizar a cultura e aproveitar para desligar-se do automático por alguns instantes. Olha que isso ajuda e muito, esse momento de integração é sempre positivo. Ou não é?

Falando em pergunta, tenho uma pra você: já se preparou para o Halloween por aí? Festa à fantasia? Caça aos doces com as crianças, comidinhas diferentes? Vamos lá, ainda dá tempo. É só se animar. Não vá passar em branco. Se não tiver jeito, conte uma história para uma criança, assista a um filme temático, ouça uma música que tenha a ver! Qualquer coisa vai ser melhor do que nada.

Os meus personagens – isso mesmo, tenho personagens – às vezes falam de bruxas e Halloween. Clique aqui para ler um conto super pequeno de uma das passagens mais hilárias (e horripilantes) que tivemos sobre a invasão da Terra por alienígenas. Bem no Dia das Bruxas!

Se preferir saber de perfumes, de fragrâncias sombrias de monstros e bruxas, leia esse outro aqui. Aproveite para pedir a sua essência diretamente para a Califórnia. Talvez não dê tempo mais de chegar até o dia 31, mas paciência. Antes tarde do que nunca.

Ou, quem sabe, você goste mesmo é de comida estranha, como essa aqui que o McDonald’s está oferecendo no Japão para comemorar a data mais amedrontadora que existe. Aliás, pensando bem, nem é tão estranha. O que você acha?

Ah, se gostar mesmo do Japão, loucamente, eis uma dica para passar o Halloween por lá. Veja aqui, mas confira se o lugar ainda existe, o post é do ano passado, tá?

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Ps. Tenho o blog Cachorros Fumantes há pouco mais de um ano, e acho sensacional ter um espaço para exercitar criatividade, texto e outras coisas mais para dar vida aos meus personagens. O projeto ainda está na fase de bebê, mas o resultado tem sido excelente – mais pela oportunidade de praticar mesmo. Ter um blog, na minha visão, ajuda pra caramba no trabalho, pois muita coisa que uso no dia a dia eu já testei por lá. Aprendi, errei, aperfeiçoei. Como dizem as meninas por aqui, super recomendo!

Patrimônio cultural nacional que me faz bem


Ouvimos desde cedo que devemos praticar esportes, pois faz bem para a saúde, ajuda no desenvolvimento físico e social da criança, entre outros benefícios. Acredito que ninguém duvide disso, pois educação física é uma matéria obrigatória desde o primário – pelo menos por enquanto. Ou não? Tudo começa como uma grande brincadeira e quando se percebe, você já está envolvido em diversas atividades como futebol, skate, natação. Veja o que aconteceu comigo.

Na minha percepção, a escolha do esporte ideal é um exercício de autoconhecimento, eu mesmo pratiquei vários: judô, natação, musculação, corrida, boxe, escalada, até conhecer a Capoeira.

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A Capoeira entrou na minha vida de uma maneira despretensiosa e foi ganhando cada vez mais espaço, e hoje é parte fundamental para o meu dia a dia. Praticá-la me deixa mais focado e relaxado. Mais feliz!

Agora você deve estar se perguntando, o que a Capoeira tem de diferente dos outros esportes.

Além de ser divertidíssimo, em um treino de capoeira, você mexe com todos os músculos do corpo. Trabalha a musicalidade, pois o jogo da roda é determinado pela batida do berimbau. Quando a batida é mais rápida, o jogo é mais pegado, chamado Regional, e quando a batida é mais devagar, temos um jogo de chão chamado de Angola, além da carga histórica que daria material para mais um post.

A Capoeira só me trouxe benefícios, pratico há mais de quatro anos, e minha condição física ficou bem melhor, estou mais ágil, meus reflexos são mais rápidos do que antes. Como diria meu Grão-Mestre Pinatti: “O pior que te pode acontecer na Capoeira, é você gozar de boa saúde”.

Outra ferramenta importante da Capoeira é a disseminação da nossa cultura, hoje em dia ela é praticada em todos os países do mundo. Em todas as rodas, as músicas são cantadas em português, tem escolas de Capoeira no exterior que além da prática, proporcionam aos alunos o aprendizado do nosso idioma para não fazer feio nas apresentações. Ela é tão importante que em 2014 recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, pela Unesco.

Como costumava dizer o Mestre Pastinha, “capoeirista não é aquele que sabe movimentar o corpo, e sim aquele que se deixa movimentar pela alma”.

Axé

Por Ricardo Viegas

Liquidificador sem tampa*


brainstorming_900x900pxVocê até pode não concordar, mas eu lhe convido a experimentar. E depois, se não gostar, peço que tente outras vezes. Aposto que você vai ceder. O brainstorming faz uma baita diferença.

O conceito, que significa literalmente ‘tempestade de ideias’, não é novo, mas eu o considero contemporâneo, super atual. É usado para dar oportunidade a todos os participantes de um determinado grupo para que deem ideias sobre um assunto.

Ele pode ser aplicado em qualquer lugar ou situação: no grupo de estudantes que debate o futuro do seu trabalho escolar, no encontro de empreendedores que pensam em um novo negócio, no grupo que discute a reforma da igreja ou da quadra do clube, na reunião da empresa ou aqui na agência de publicidade onde trabalho.

No começo, usava-se muito a seguinte estratégia: os integrantes do grupo recebiam uma prévia do tema e quando se encontravam lançavam ideias de todo tipo sobre esse tema. Era algo bem aberto. Com tanta ideia, seria possível achar alguma boa, a ser usada, melhorada e trabalhada finalmente.

Atualmente, contudo, há algumas diferenças. A ideia é que a pessoa já se prepare antes, pelo menos um pouco, para levar ideias mais encorpadas para o encontro.

Bom, seja qual for o estilo, o brainstorming funciona. Eu digo sim!

E, minha opinião, rende muito mais quando ele é feito pessoalmente, todo mundo junto, olho no olho. Sabe, não é porque sou das ‘antigas’, não. Quando é pessoalmente, a gente sente o movimento das pessoas, as expressões, os trejeitos. Tudo isso é importante. É o que mede a vibração, a temperatura, a verve da reunião. Quanto mais ‘quente’ for, de lá sai mais criatividade, mais rock.

Outro dia aqui na Cadaris, a gente tinha de criar alguns posts para a fanpage de um cliente. A galera de produção (arte e redação) iniciou por e-mail. E acabamos, nesta tarefa, finalizando o material meio que dessa forma. Resultado: fomos vetados internamente.

Ou seja, era preciso melhorar.

Por isso, acabamos fazendo a lição de casa novamente, da forma rock. Reunimos novamente o pessoal, puxamos cadeiras e debatemos as ideias de novo. Fizemos, de fato, o brainstorming direito e refizemos as peças. Com isso, passamos de ano na hora de apresentar ao atendimento, e o cliente amou.

* Quando fazemos uma matéria jornalística, a regra pede para que o título seja revelado (explicado) logo no lide, o primeiro parágrafo. Mas, neste caso, resolvi deixar para o último, aqui no pé da matéria. Até porque essa não é uma matéria jornalística. ‘Liquidificador sem tampa’ é um projeto meu, que um dia vai sair. A ideia é mostrar que da nossa cabeça podem sair muitas ideias, e, quem sabe, algumas delas podem gerar ótimos frutos. É como bater tudo no liquidificador, sem tampa, sem medo de que as ideias possam sair do copo e ganhar forma por aí.

 Por Rodrigo Rezende, redação

O retrô como repertório


No último ano, desenvolvi a monografia para conclusão do meu curso de graduação em Design, com o tema “estilo retrô”: uma linguagem visual que, apesar de fazer menção a marcas do passado, é moderna e tem seu uso recorrente em diversas áreas do design hoje em dia, do design gráfico a interiores, da moda ao cinema. E essa pesquisa já está me ajudando aqui na agência, afinal é mais interessante produzir quando temos ainda mais repertório.

A ideia do trabalho foi traçar um comparativo entre dois lugares em São Paulo que usam o retrô para compor seus ambientes. Por isso, tive de escolher uma década para estudar, seria impossível estudar o design de várias décadas em um pouco menos de um ano! Após pesquisar um pouco, acabei escolhendo estudar o design dos anos 1950 (isso porque foi um período em que o Brasil e São Paulo passaram por diversas mudanças políticas e culturais, uma década bem interessante para ser estudada, fica a dica).

Fiz um estudo de campo no salão de beleza Retrô Hair e na primeira unidade da Lanchonete da Cidade, estabelecimentos que “imitam” a estética dos anos 50 em seus interiores. Para quem se interessar, vale a pena dar uma olhada no trabalho da Carla Caffé, arquiteta e designer que liderou o projeto da Lanchonete da Cidade e entende muito de retrô.

Retrô Hair

Retrô Hair

Lanconhete da Cidade (unidade Jardins)

Lanconhete da Cidade (unidade Jardins)

Posso dizer que o retrô se destaca por ser um estilo visual que usa da tecnologia do presente para construir peças com a estética do passado, o que deixa claro ser uma peça atual.

Sobre os anos 1950, o Brasil passava por uma mudança em seu cenário político, com JK no comando de nosso País, as portas para a economia liberal são abertas, começamos a olhar muito principalmente para a cultura norte-americana, aí surgem influências do Tio Sam desde música, cinema ao design e arquitetura.

O “American Way Of Life” invade a mente de todos brasileiros. No design gráfico vemos muitas cores vivas, tipografias gestuais e ilustrações de famílias consumistas felizes (principalmente no âmbito da propaganda, já que o design passou a ser um grande aliado da publicidade nessa época).

Tudo isso porque os EUA viviam um momento de consumo em massa, todo mundo com muita grana, então tudo lembrava velocidade, dinamismo. As formas orgânicas e aerodinâmicas, chamadas de streamlining, e os anúncios e produtos destacados unicamente por sua beleza estética (styling) dominavam o cenário visual norte-americano e migrou para o cenário brasileiro.

Anúncio da Mercury, dos anos 1950, percebe-se as cores vivas nos carros, a tipografia gestual nas chamadas, além do streamlining que compõe a forma dos carros em si.

Anúncio da Mercury, dos anos 1950, percebe-se as cores vivas nos carros, a tipografia gestual nas chamadas, além do streamlining que compõe a forma dos carros em si.

Na arquitetura e mobília, as novas junções de materias (estofado e ferro, por exemplo), e as curvas na arquitetura, as sancas de gesso nos tetos, os pilares cilíndricos sustentando construções, formando a arquitetura moderna aqui no Brasil.

Poltrona desenhada pelo designer Eero Saarinen, mobília típica dos anos 50, a união entre materiais, e a forma orgânica no encosto se destacam.

Poltrona desenhada pelo designer Eero Saarinen, mobília típica dos anos 50, a união entre materiais, e a forma orgânica no encosto se destacam.

O mais interessante é que além da influência do design norte-americano, o Brasil tentava ainda construir sua identidade, descobrir a chamada “brasilidade” que vinha sendo discutida desde a Semana da Arte Moderna em 1922. E os artistas plásticos e alguns arquitetos se inclinavam para a arte concreta, que se baseava em formas geométricas, composições calculistas, organizadas, em alguns sentidos indo contra os preceitos do design estadunidense. Esses dois estilos, apesar de atuarem em ocasiões diferentes, meio que se contradizem, e atuaram no Brasil na mesma época. Não disse que a década de 1950 é intrigante?

Obra de Luiz Sacilotto, artista brasileiro concretista, nessa pintura percebemos uma composição extremamente matemática.

Obra de Luiz Sacilotto, artista brasileiro concretista, nessa pintura percebemos uma composição extremamente matemática.

Após pesquisar bastante sobre o tema, e conversar com a Carla Caffé, cheguei à conclusão que o retrô remete a conforto, a aconchego. Mesmo que você não tenha vivido os anos 50 ou outra década passada (eu, por exemplo, infelizmente nasci muito depois de 1950), em algum momento você viu em filmes ou fotografias, leu alguma coisa sobre a época e criou um imaginário na sua cabeça, ou seja, você conhece isso, sabe que isso aconteceu. Naturalmente quando você está em um ambiente retrô, tem um sentimento de algo conhecido, não tem um espanto, um estranhamento, que o contemporâneo e o futuro às vezes causam.

E isso é muito legal, imaginar que um bom designer/arquiteto/decorador pode, com seus conhecimentos sobre esse tema, criar algo que transmita conforto a seu público, ajudando um pouco no dia a dia desse mundo tão conturbado e acelerado que vivemos.

Essa pegada retrô às vezes é usada em projetos comemorativos aqui na Cadaris, as marcas e empresas gostam de ver sua história, sua tradição, transmitidas em imagens. Nada como uma boa aplicação de tipografia retrô, fotos e imagens com filtros que dão a sensação de ser algo antigo, para dar esse sentimento “nostálgico”.

Complemento

Retrô: estilo visual que se baseia em marcas visuais de um determinado período do passado, mas é produzido com a tecnologia do presente. Estudiosos dizem que o retrô começou a ser usado nos anos 1960, remetendo a estilos visuais do final do século XIX.

Arte Concreta: movimento artístico que surgiu no começo do século XX na Europa e se sustentava na arte não figurativa, ou seja, não representava seres humanos e paisagens, se estabelecia apenas em formas geométricas, contraste de cores, uma arte puramente matemática e calculista.

Design norte-americano dos anos 1950: os EUA, após o triunfo na Segunda Guerra Mundial, se viam em um cenário econômico altamente favorável, principalmente as camadas médias da sociedade, e isso, aliado com os avanços na indústria e tecnologia, fez com que as empresas e marcas (dos setores eletrodoméstico e automobilístico por exemplo) acirrassem a concorrência, e então começaram a usar o design como diferencial, puramente como estratégia de marketing, esse movimento foi chamado de styling. Muitos produtos apresentavam formas orgânicas, através de materiais moldáveis, remetendo a foguetes e aeronaves. Essa forma “aerodinâmica” é chamada de streamlining.

Anúncio de um aspirador dos anos 1950, a mulher, que passa a ter um poder aquisitivo maior nessa época, é o público alvo desse anúncio, além do streamlining presente na forma do aspirador.

Anúncio de um aspirador dos anos 1950, a mulher, que passa a ter um poder aquisitivo maior nessa época, é o público alvo desse anúncio, além do streamlining presente na forma do aspirador.

Por Guilherme Cohen

Doe cabelo, ele cresce!


Capa da fan page de Rapunzel Solidária

Capa da fan page de Rapunzel Solidária

Como estamos no Outubro Rosa, escolhi falar sobre o case de engajamento pelas redes sociais – 100% Orgânico – da Rapunzel Solidária, uma ONG que transforma cabelos doados em perucas para pessoas em tratamento do câncer. As doações de cabelos vêm de todos os lugares do Brasil e do mundo e são transformados, por profissionais parceiros, em perucas que elevam a auto-estima de crianças, jovens e mulheres.

Em março de 2013, Elizabeth Lomaski, fundadora da ONG, passou por um grande susto. Entrou para as estimativas do câncer de mama, mas também para o índice de pessoas curadas. E, para agradecer o presente recebido – sua vida – começou a pedir doações de cabelo pelos seus perfis nas mídias sociais. Sua ideia era de contratar alguém para fazer perucas com esses cabelos e doar para quem precisa. Logo nos primeiros dias recebeu de uma amiga um rabo de cavalo enorme. E assim, nasceu a ideia da Rapunzel Solidária, uma instituição que usaria o poder das mídias sociais para transformar vidas.

Este ano, a Rapunzel Solidária já recebeu mais de 10 mil doações de cabelos. Sua produção de perucas é de 21 unidades por mês. Desde março de 2014 até agosto de 2016, foram doadas pela ONG 637 perucas. Muitas delas retomam sua função social, pois são transmitidas de paciente para paciente. Ou seja, quem é beneficiado acaba virando doador.

O primeiro passo foi criar a fan page em janeiro de 2014. Mesmo com uma capa de chorar, em menos de um mês já eram quase 3 mil seguidores; sem comprar uma mídia se quer, sem impulsionar um post. No mês passado, o número de fãs ultrapassou a marca dos 100k. Atualmente, a Rapunzel Solidária está também no YouTube e no Instagram e estuda entrar no Google+ e no Pinterest.

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Qual o segredo?

Elenco aqui os 5 fatores principais que, na minha opinião, fazem da Rapunzel Solidária um excelente exemplo de SMO.

 

1. História autêntica, personagem real

Logo no início, em janeiro de 2014, amigos, familiares e amigos dos amigos se encantaram e se comoveram com a história da Beth e de sua irmã e compartilharam a fan page em suas páginas e perfis. Essa estratégia alcançou de cara 5 mil seguidores.

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2. Reconhecimento aos participantes

Desde sua criação, a fan page se preocupa em postar listagem com os nomes das participantes e as fotos das doadoras de cabelos com suas madeixas cortadas. A timeline também é desbloqueada para cada um postar a sua foto. Afinal, todo mundo quer fazer o bem e contar para todo mundo que fez!

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3. Facilidade de adesão e participação

A facilidade de participação atrai muita gente e estimula a viralização. Um vai marcando o outro e pronto. Periodicamente, a fan page divulga o passo a passo da doação (como cortar, como armazenar e como enviar) e reforça: cabelo cresce, doe.

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4. Resultados e histórias compartilhados

A ONG produz vídeos, colhe depoimentos, fotografa a doação de perucas, mostra os números de participantes e perucas fabricadas e doadas. Além de conferir credibilidade, segue direitinho o conselho de Philip Kotler em seu Marketing 3.0: “sejam uma empresa que as pessoas amem”.

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5. Sabem fazer a lição de casa em Marketing e SMO

Com uma equipe 100% composta por voluntários, a Rapunzel Solidária coloca em prática atividades de marketing 360o. Trabalha sua presença digital com consistência e coerência, otimizando ao máximo o poder das próprias mídias. Destaque para o Facebook, com bom uso dos recursos de marcação, álbuns, grupos, eventos, etc. A relevância digital confere à ONG a segunda posição em menção orgânica na busca por “doacao de cabelos”, tanto no Google como no Yahoo.

A ONG promove seus próprios eventos em hotéis, empresas e hospitais, e participa de seminários e eventos sobre o câncer, a saúde, as mulheres e até de mídias sociais – conheci a Beth no Social Media Week SP –, disseminando assim a sua causa.

Tem presença espontânea em mídia e sabe bem explorar isso a seu favor. Ah, sem falar que envolve em suas estratégias todos os ciclos de vida do cabelo – quem doa (eu, você e qualquer pessoa), quem trata (salões de beleza), quem vende produtos capilares (marcas cosméticas) e quem usa (pacientes que recebem as perucas). Vale a pena observar e aprender!

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É isso aí gente! Compartilhem o case e aproveitem para participar. Até a próxima!

 

Links úteis

Fan Page Rapunzel Solidária

https://www.facebook.com/rapunzelsolidaria/?fref=ts

Busca Rapunzel Solidária no Facebook

https://www.facebook.com/search/top/?q=Rapunzel%20Solid%C3%A1ria

Busca “doacao de cabelos” – Google e Yahoo

https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=doacao+de+cabelo

https://br.search.yahoo.com/search?p=doacao+de+cabelo&fr=yfp-t-707

Estatísticas atuais sobre o câncer no Brasil – INCA

http://www.inca.gov.br/bvscontrolecancer/publicacoes/edicao/Estimativa_2016.pdf

 

 

 

 

Qual influenciador você escolheria?


As empresas escolhem a dedo os seus influenciadores. Quer ver?

Vamos combinar que é comum ouvir e dizer que a criança segue o exemplo do pai ou da mãe, não é mesmo? Afinal, o filho enxerga neles os seus primeiros, e talvez mais importantes, ídolos para toda a vida. Mas a gente vai crescendo e, com isso, encontra outras pessoas referências, como amigos, professores, colegas de trabalho e mentores, entre outros.

Há também aqueles que a gente nem conhece de perto, mas em quem confiamos por algum motivo, ainda que nem saibamos por quê. Pode ser por lhes admirarmos profundamente pelo que fazem ou pelo que eles são ou apenas por termos alguma simpatia. Uma conexão, de qualquer tamanho.

É nisso que as empresas pensam quando escolhem seus influenciadores, seja um garoto-propaganda, um embaixador da marca, um famoso para a peça publicitária ou ação de merchandising e por aí vai, até chegar ao mundo digital.

Ainda que vivamos em um tempo onde celular, aplicativos, mídias sociais e conectividade, entre outros muitos termos, são personagens protagonistas para grande parte da sociedade, a coisa é muito nova. Nesse cenário digital, tem muita gente desconhecida fazendo sucesso. Mas como assim desconhecida?

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Vamos ajustar o raciocínio. São pessoas que carregam milhares de fãs na bagagem, mas que, por outro lado, muita gente nunca ouviu falar. Não é a mesma coisa de ator famoso de novela, de filme. Os meios se multiplicaram muito, e com essa descentralização ficou mais difícil saber de tudo, de todos.

Isso acontece na música também, como em outros muitos setores. Cada vez mais gente “famosa” que “ninguém conhece”.

Mas vejamos que nem tudo é dessa forma. Entre os “famosos desconhecidos” da internet tem muita gente se destacando. E as empresas estão de olho nas oportunidades que essas pessoas oferecem para as suas marcas.

Refrigerante – Veja a Coca-Cola. A empresa patrocinou a Olimpíada e, obviamente, esteve presente em ações do revezamento da tocha olímpica, que percorreu cerca de 20 mil quilômetros por todo País. O emblemático Urso da Coca-Cola também participou, ao lado de youtubers, pessoas famosas que divulgam seus vídeos no YouTube ou que ficam famosas por isso e se tornam influenciadores.

Mas como? O Urso?

Isso mesmo, a ideia da empresa foi unir esses influenciadores para que os fãs deles tivessem a chance de acompanhar de perto a experiência.

Participaram influenciadores “conhecidos”, como Bruna Vieira, Lucas Rangel, Felipe Castanhari, T3ddy, Carlos Santana, Pathy dos Reis, Júlio Cocielo, Mauro Nakada, Chris Figueiredo e Becca Pires.

Os momentos dos bastidores dessa road trip, como foi chamada a iniciativa, foram mostrados por meio de um site especial (issoeouro.cocacola.com.br) e por meio das redes sociais Instagram, Snapchat, Facebook e Twitter.

Banco – Da geladeira para a bolsa, vamos mudar de área na reflexão. O Itaú também entrou nessa. A direção de incluir influenciadores em sua comunicação. Sabe aquele comercial em que a marca desafiou as amigas de 60 anos Lilia e a Neuza a viverem uma tarde 100% digital, cheia de selfies, zapzaps e apps? Então, o banco preparou várias versões do #ChaDigitau (nome que a ação recebeu e que une ‘digital’ com ‘Itaú’) com influenciadores – Christian Figueiredo, Tavião, Pathy dos Reis e Kéfera.

Viu só como a marca achou um jeito maneiro de falar com o público jovem?

Agora, pra finalizar, pode-se pensar de ponta de língua alguns pontos-chaves que favorecem a escolha de determinados influenciadores, como a relevância que eles têm, o público que alcançam e de que forma alcançam, que valores trabalham, que linguagens usam. E por aí vai.

Como escolhem? As marcas geralmente não fazem isso sozinha; para decidirem os personas influenciadores com quem vão negociar, elas contam com o auxílio de suas agências de publicidade parceiras.

Uma das formas de fazer isso é ler o cenário por meio das ferramentas de monitoramento, que, aliás, temos aqui na Cadaris.

A especialista em marketing digital Martha Gabriel, bastante conhecida nessa área, fala disso e reforça a importância de monitorar. Assista a esse vídeo abaixo, é rapidinho, pouco mais de um minuto!

Mas o que mais pode ser importante nesse sentido? Vamos lá, esperamos a sua reposta, participe do nosso post na fanpage!

A importância das cores na comunicação visual!


Toda comunicação visual transmite sensações. Para aumentar as chances de sucesso, nós precisamos saber que tipo de sensações queremos produzir com o material. É aí que entramos, também, com a teoria das cores.

Sabemos que a cor é assimilada pelo ser humano por meio da visão. Entre os nossos sentidos, a visão é a que passa a informação mais rápido para o cérebro. É importante saber que, ao escolhermos uma cor para trabalhar, estamos lidando com um elemento que estimula o nosso cérebro, que é um processador de informações. Por isso, a escolha da cor é muito importante, pois esse estímulo visual causado pode ser tanto positivo quanto negativo. Cuidado!

Dicas:

Se eu pudesse dar uma dica para você escolher a sua cor, diria para não arriscar muito e buscar referências. Outra coisa, é sempre bom usar poucas cores, com paletas parecidas que combinam e conversam entre si e sempre que possível respeitar os significados de cada uma, sim, isso mesmo, cada cor tem um significado. Seguem abaixo os significados de algumas cores e o impacto psicológico que elas podem causar.

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Um exemplo que deixa claro a importância do uso das cores vem do McDonald’s. Quase tudo lá dentro possui cores quentes, como vermelho, amarelo e laranja, isso é tudo proposital, pois se trata de uma rede de fast-food, onde o intuito é vender e fazer o cliente comer e logo sair. Você não consegue ficar muito mais que 30 minutos dentro de um ambiente assim, somos obrigados a ficar olhando para essa cores que nos causam calor, ansiedade, angústia, até você não aguentar mais e ir embora.

Se você já sabe que tipo de sensação quer transmitir, mas ainda tem dúvidas em relação ao tom da cor ou qual paleta usar, não se preocupe, pois existem vários sites e blogs que combinam cores para manter uma simetria e aparência visual bonita. Podemos usar esses sites como referência e inspiração. Veja uma referência legal para atingir essa combinação desejada: AQUI

Essas são apenas algumas dicas que pensei que podem auxiliar você a identificar a paleta de cores ideal para a sua comunicação. Fique atento às dicas, pense sempre na sensação que deseja transmitir, escolha as cores usando as referências e sucesso nas criações! Ah, se precisar de ajuda, fale com a gente!

Por: Raphael Richard